quinta-feira, 17 de julho de 2014

O Leão e o Mosquito





Um leão ficou com raiva de um mosquito que não parava de zumbir ao redor de sua cabeça, mas o mosquito não deu a mínima atenção!
- Você está achando que vou ficar com medo de você só porque você pensa que é rei? - disse ele altivo, e em seguida voou para o leão e deu uma picada no seu focinho.
Indignado, o leão deu uma patada no mosquito, mas a única coisa que conseguiu foi arranhar-se com as próprias garras.
O mosquito continuou picando o leão, que começou a urrar como um louco.
No fim, exausto, enfurecido e coberto de feridas provocadas por seus próprios dentes e garras, o leão se rendeu.
O mosquito foi embora zumbindo para contar para todo mundo que tinha vencido o leão, mas entrou direto numa teia de aranha. Ali o vencedor do rei dos animais encontrou seu triste fim, comido por uma aranha minúscula!!!

Devemos nos preocupar com os nosso pequenos inimigos , pois podem ser os piores!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Burro e o Cãozinho



Um homem tinha um cão e um burro.
Gostava muito de brincar com o cão.
Jogava-lhe gulodices e fazia-lhe muita festa.
O burro foi ficando com ciúmes:
- Afinal, que faz esse cãozinho para ter tantas regalias?
Ele salta em volta do nosso dono, lambe-lhe as mãos, dá a patinha.
Nada de extraordinário. Posso fazer igual.
E, se bem pensou, melhor fez: assim que o dono se aproximou, começou a saltar-lhe ao redor e
logo lhe pôs as duas patas no peito.
O dono, é claro, machucou-se.
Furioso, mandou que recolhessem o burro e o amarrassem na cerca.
Muito desapontado, nosso amigo lá ficou a tarde inteira.
No fim do dia, tinha concluído:
- Não adianta querermos ter talentos que não temos.
Nada sai com graça!!!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sobre Fadas




Entre as mais importantes descobertas feitas, está a do grande papel desempenhado pelo mundo Celta (no qual nasceram as Fadas), no processo de fusão que se deu, através dos séculos, entre Espírito Mágico dos povos primitivos e o Espírito Racionalista  que ordenou o mundo civilizado.
Os Celtas veneravam todas as sagradas manifestações da natureza e consideravam os rios e fontes lugares sagrados. A água  era reverenciada como a grande guardadora da vida. Foi na água que a Figura da Fada surgiu entre os Celtas.
Não há como determinar o exato momento temporal em que as Fadas teriam nascido.
As primeiras referências às Fadas, como personagens ou figuras reais, aparecem na literatura cortesã cavaleiresca de raízes Celtas surgida na Idade Média.
Sua primeira menção documentada em textos novelescos foi em língua latina:
FATA (oráculo/ predição) derivada de Fatum (destino/fatalidade).
Nas línguas modernas temos:
Fada (português)
Fata  (italiano)
Fée   (francês)
Fairy (inglês)
Feen (alemão)
Hada (espanhol)

As Fadas ou damas com poderes mágicos aparecem no mundo da literatura nas novelas de cavalaria. Tornam-se conhecidas como Seres Fantásticos ou Imaginários, de grande beleza, que se apresentavam sob a forma de mulher.
Eram dotadas de virtudes e poderes sobrenaturais , interferem na vida dos homens para auxiliá-los em situações limite.
Podem ainda encarnar o Mal e apresentam-se como o avesso da imagem natural, como BRUXAS.
Vulgarmente se diz  que Fada e Bruxa são formas simbólicas da eterna dualidade da mulher ou da condição feminina.
O nome Fada, vem do latim Fatum : o destino. Por essa vertente , elas descendem em linha direta das Parcas, que tecem nossa vida e interrompem sem aviso.
Elas foram as únicas divindades que sobreviveram ao Paganismo e se misturaram sem dificuldade às crenças cristãs.
Existem as Antifadas que vivem no conto eslavo, como BABA-YAGA, velha feia e corcunda , que geralmente se multiplica em três figuras exatamente iguais e mora numa cabana na floresta , que gira para todos os lados  e se ergue sobre quatro pés de galinhas.
A Fada, portanto ocupa um lugar privilegiado na aventura humana. O ser humano sempre precisou de Mediadores Mágicos para a realização de seus sonhos e ideais (fadas/ talismãs/ varinhas mágicas)
Mas há também os Opositores (gigantes/ bruxas/ feiticeiros) que atrapalham ou impedem esses sonhos.
Para alguns autores as Fadas são criaturas que pertencem aos quatro reinos elementais: Ar/ Terra/ Água / Fogo.
As Fadas do Ar dividem-se em Sílfides ou Fadas da Nuvens, que são criaturas altamente desenvolvidas , que vivem nas nuvens e que evoluiram da terra, da água e do fogo, sendo Fadas de inteligência elevada.
As Fadas do Vento e das Tempestades são espíritos dotados de poderosa energia, giram por cima das florestas.
As Fada do Fogo ou Salamandras habitam a região do subsolo vulcânico.

Fadas são realmente um capítulo especial para aqueles que se dedicam aos Contos de Fadas , por isso, devem ser sempre lembradas.

O Leão e as outras feras - Esopo



Certo dia o leão saiu para caçar junto com três outras feras, e os quatro pegaram um veado. Com permissão dos outros, o leão se encarregou de repartir a presa e dividiu o veado em quatro partes iguais.
Porém, quando os outros foram pegar seus pedaços, o leão falou:
- Calma, meus amigos.Este primeiro pedaço é meu, porque é meu pedaço.
O segundo também é meu , porque sou o rei dos animais.
O terceiro vocês vão me dar de presente para homenagear minha coragem e o sujeito maravilhoso que eu sou.
E o quarto...bom, se alguém aí quiser disputar esse pedaço  comigo na luta, pode vir que estou pronto.
Logo, logo a gente fica sabendo quem é o vencedor!!!


Não podemos nos unir aos que não conhecemos direito.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Burro e o Cachorrinho



Um homem tinha um burro e um cachorrinho. O cachorro era muito bem cuidado por seu  dono, que brincava com ele, deixava que dormisse no seu colo e sempre que saía para um jantar voltava trazendo alguma coisa boa para ele.
O burro também era muito bem cuidado por seu dono. Tinha um estábulo confortável, ganhava muito feno e muita aveia , mas em compensação tinha que trabalhar no moinho moendo trigo e carregar cargas pesadas do campo para o paiol.
Sempre que pensava na vida boa do cachorrinho, que só se divertia e não era obrigado a fazer nada, o burro se chateava com a trabalheira que ficava por conta dele.
"Quem sabe se eu fizer tudo o que o cachorro faz, nosso dono me trata do mesmo jeito?", pensou ele.
Pensou e fez. Um belo dia soltou-se do estábulo e entrou na casa do dono saltitando como via o cachorro fazer. Só que, como era um animal grande e atrapalhado, acabou derrubando a mesa e quebrando a louça toda. Quando tentou pular para o colo do dono os empregados acharam que ele estava querendo matar o patrão e começaram a bater nele com varas até ele fugir de casa correndo. 
Mais tarde, todo dolorido da surra que levara, em seu estábulo , ele pensava: "Pronto, me dei mal. Mas bem que eu merecia. Por que não fiquei contente com o que sou em vez de tentar copiar as palhaçadas daquele cachorrinho?"


Cada um deve se sentir feliz com o que é .

A Velha e suas Criadas




Uma viúva econômica e zelosa tinha duas empregadas.
As empregadas da viúva trabalhavam e trabalhavam.
De manhã bem cedo tinham que pular da cama , pois sua velha patroa queria que começassem a trabalhar assim que o galo cantasse.
As duas detestavam ter que levantar tão cedo, especialmente no inverno, e achavam que se o galo não acordasse a patroa tão cedo, talvez pudessem dormir mais um pouco.
Por isso, pegaram o galo e torceram seu pescoço.
Mas as duas não estavam preparadas para as consequências do que fizeram, porque o resultado foi que a patroa, sem o despertador do galo, passou a acordar as criadas mais cedo ainda e punha as duas para trabalhar até no meio da noite!


Nem sempre usar de esperteza dá certo!

O Vento e o Sol -



O vento e o sol começaram a discutir para saber qual dos dois era mais forte.
Nisso viram um viajante andando pela estrada e combinaram que aquele  que conseguisse fazer o homem tirar o casaco seria considerado o mais forte dos dois. 
O vento começou: deu um sopro tão forte que quase arrebentou as costuras do casaco. Mas o viajante agarrou o casaco com as duas mãos e segurou tão firme que não adiantou nada o vento continuar soprando até cansar.
Chegou a vez do sol. Primeiro ele afastou as nuvens da redondeza, depois apontou seus raios mais ardentes para a cebeça do viajante.
Em pouco tempo, frouxo de calor, o homem arrancou o casaco e correu para a primeira sombra que avistou!


Nem sempre é a força que resolve as coisas!

O Urso e as Abelhas




Um urso topou com uma árvore caída que servia de depósito de mel para um enxame de abelhas.
Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas voltou do campo!
Adivinhando  o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco.
O urso ficou louco de raiva e se pôs a arranhar o tronco com as suas
 garras, na esperança de destruir o ninho das abelhas!
A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame inteiro sair atrás dele.
O urso fugiu a toda velocidade e só se salvou porque mergulhou de cabeça num lago.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A queixa do pavão - Esopo


Chateado porque tinha uma voz muito feia, um pavão foi se queixar com a deusa juno.
- É verdade que você não sabe cantar - disse a deusa . - mas você é tão lindo, para que se preocupar com isso?
Só que o pavão não queria saber de consolo.
- De que adianta beleza com uma voz destas?
Ouvindo aquilo, Juno se irritou.
- Cada um nasce com uma coisa boa. Você tem a beleza, a águia tem a força, o rouxinol canta.
Você é o único que não está satisfeito. Pare de se queixar.
Se recebesse o que está querendo, com certeza ia achar outro motivo para reclamar.

Não devemos invejar o talento dos outros e sim aproveitar o que recebemos!

O Leão apaixonado -Esopo


Certa vez um leão se apaixonou pela filha de um lenhador e foi pedir a mão dela em casamento.
O lenhador não ficou muito animado com a idéia de ver a filha com um marido perigoso daqueles e disse ao leão que era muita honra, mas muito obrigado, não queria.
O leão se irritou; sentindo o perigo, o homem foi mais esperto e fingiu que concordava:
- É uma honra, meu senhor. Mas que dentões o senhor tem! Que garras compridas! Qualquer moça ia ficar com medo. Se o senhor casar com minha filha, vai ter que arrancar os dentes e cortar as garras.
O leão apaixonado foi correndo fazer o que o pai da moça tinha dito. Depois de feito voltou à casa do pai da moça e repetiu o pedido de casamento.
O lenhador , que já não sentia medo daquele leão manso e desarmado, pegou um pau e tocou ele para fora de sua casa.


Não devemos ser impulsivos para agradar, nem sempre dá certo!
                

A Reunião geral dos Ratos!!!!!- Esopo

Uma vez os ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para encontrar um je       de acabar com aquele eterno transtorno.
Muitos planos foram discutidos e abandonados.
No fim um rato jovem levantou-se e deu a idéia de pendurar uma sineta no pescoço do gato, assim sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam  a sineta e poderiam fugir correndo.
Todo mundo bateu palmas : o problema estava resolvido.
Vendo aquilo, um  rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto e falou:
- O plano é muito inteligente, com toda a certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim.
Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato!!!???????


Na vida inventar é uma coisa , executar é outra!!!

O Lobo e a Cegonha - Esopo


Um lobo devorou sua caça tão depessa, com tanto apetite, que acabou ficando com um osso entalado na garganta.
Cheio de dor, o lobo começou a correr de um lado para o outro soltando uivos, e ofereceu uma bela recompensa para quem tirasse o osso de sua garganta.
Com pena do lobo e com vontade de ganhar o dinheiro, uma cegonha resolveu enfrentar o perigo.
Depois de tirar o osso da garganta do lobo, quis saber onde estava a recompensa que o lobo tinha prometido.
- Recompensa? - berrou o lobo. - Mas que cegonha pedinchona! Que recompensa que nada! Você enfiou a cabeça na minha boca e em vez de arrancar sua cabeça com uma dentada deixei que você a tirasse lá de dentro sem um arranhãozinho.
Você não acha que tem muita sorte?bicho insolente!
De o fora e se cuide para nunca mais chegar perto de minhas garras!!!

Não podemos muitas vezes esperar gratidão, principalmente de um inimigo!!!!!

A Lebre e a Tartaruga - Esopo

Um dia uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole, e enquanto falava a tartaruga ria e ria da lebre.
Mas a lebre ficou mesmo impressionada foi quando a tartaruga resolveu apostar uma corrida com ela.
" Deve ser só brincadeira"!, pensou a lebre.
A raposa era o juiz e recebia as apostas .
A corrida começou , e na mesma hora, claro, a lebre passou à frente da tartaruga. O dia estava quente, por isso lá no meio do caminho a lebre teve a idéia de brincar um pouco.
Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.
" Se por acaso a tartaruga me passar, é só correr um pouco e fico na frente de novo", pensou a lebre.
A lebre achava que não ia perder aquela corrida de jeito nenhum.
Enquanto isso, lá vinha a tartaruga com seu jeitão, arrastando os pés, sempre na mesma velocidade, sem descansar nem uma vez, só pensando na chegada.
Ora, a lebre dormiu tanto que esqueceu de prestar atenção na tartaruga.
Quando a lebre acordou, cadê a tartaruga ? A lebre se levantou e saiu zunindo, mas não adiantava!!!
De longe ela viu a tartaruga esperando por ela na linha de chegada!!!

Não devemos debochar e nem subestimar o concorrente, pode sempre haver uma surpresa!!!!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Galo e a Raposa (fábula de Esopo)




No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto,a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer.
Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
- Ó meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação de paz e harmonia universal  entre todos os os tipos de bichos da terra, da água e do ar? Acabou esta história de ficar tentando agarrar oos outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desça já para a gente conversar com alma sobre a grande novidade.
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a raposa dizia , fingiu que estava vendo alguma coisa lá longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali adiante.
- Nesse caso é melhor eu ir embora, disse a raosa.
- O que é isso, prima? - disse o galo. Por favor, não vá ainda! Já estou descendo ! Não vá me dizer que está com medo dos cães nesse tempos de paz??!!
- Não, não é medo, disse a raposa, mas... e se eles ainda não estiverem sabendo da proclamação?????


***** cuidado com as amizades muito repentinas!!!!!

terça-feira, 3 de julho de 2012

A Bela e a Fera



  É a história da filha mais nova de um rico mercador, que tinha três filhas, porém, enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde, gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas.
Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia.
Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.
Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo era mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo o que precisava lhe era servido como por encanto.
Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, lembrando do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar.
Ao chegar em casa, Bela, mediante a situação resolveu se oferecer para a Fera, imaginando que ela a devoraria. Ao invés de a devorar, a Fera foi se mostrando aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas vontades e tratando-a como uma princesa. Apesar de achá-lo feio e pouco inteligente, Bela se apegou ao monstro que, sensibilizado a pedia constantemente em casamento, pedido que Bela gentilmente recusava.
Um dia, Bela pediu que Fera a deixasse visitar sua família, pedido que a Fera, muito a contragosto, concedeu, com a promessa de ela retornar em uma semana. O monstro combinou com Bela que, para voltar, bastaria colocar seu anel sobre a mesa, e magicamente retornaria.
Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la. Bela foi prorrogando sua volta até ter um sonho em que via Fera morrendo. Arrependida, colocou o anel sobre a mesa e voltou imediatamente, mas encontrou Fera morrendo no jardim, pois ela não se alimentara mais, temendo que Bela não retornasse.
Bela compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem ela, e confessou ao monstro sua resolução de aceitar o pedido de casamento. Mal pronunciou essas palavras, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera até que uma donzela aceitasse se casar com ele. O príncipe casou com Bela e foram felizes para sempre.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Chapeuzinho Vermelho





Chapeuzinho Vermelho  ou Capuchinho Vermelho é um conto de fadas clássico, de origem europeia do século 14. O nome do conto vem da protagonista, uma menina que usa um capuz vermelho. O conto sofreu inúmeras adaptações, mudanças e releituras modernas, tornando-se parte da cultura popular mundial, e uma das fábulas mais conhecidas de todos os tempos.[1]
A versão moderna mais conhecida
Uma menina conhecida como Chapeuzinho Vermelho, atravessa a floresta para entregar uma cesta de pães de mel para sua "Vovó" doente, mas a estrada se bifurca entre um caminho longo e seguro e um caminho mais curto e perigoso. A menina toma o caminho curto, aonde é vista por um lobo, geralmente chamado de Lobo Mau. Ele sugere que a menina volte e tome o caminho longo, por segurança. Chapeuzinho segue o conselho do lobo e volta atrás. Mas enquanto ela toma o caminho longo, o Lobo Mau segue pelo caminho curto, chega à casa da Vovó, e a devora completamente. Então, se veste com suas roupas e aguarda Chapeuzinho na cama da Vovó. Quando a menina chega, nota a aparência estranha de sua avó, e tem o famoso diálogo com o lobo:
—Porque esses olhos tão grandes?
 Então ela é respondida:
Ó minha querida, são para te enxergar melhor
Porque essas orelhas tão grandes?
São para te ouvir melhor.
E porque essa boca tão grande?
É para te comer!!!
Nesse momento, a "avó" (que era o lobo disfarçado), revela-se e devora Chapeuzinho, que grita assustada. Então, um caçador que passava por ali, ouve os gritos, e encontra o lobo dormindo na cama. O caçador então abre a barriga do lobo donde saem chapeuzinho e sua avó, ilesas.
A História do Conto

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Charles Perrault, o primeiro a registrar uma versão impressa de Chapeuzinho Vermelho
As origens de Chapeuzinho Vermelho podem ser rastreadas até por de vários países europeus e mais do que provavelmente anteriores ao século 17, quando o conto adquiro a forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm de inspiração. Chapeuzinho Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha, sempre com um caráter muito popular.
Charles Perrault
A versão impressa mais antiga é de Charles Perrault, Le Petit Chaperon Rouge, retirada do folclore francês foi inserida no livro Contos da Mamãe Gansa. A historia de Perrault retrata uma "moça jovem, atraente e bem educada", que ao sair de sua aldeia é engana pelo lobo, que como e velha e arma uma armadilha para a a menina que termina sendo devorada, sem final feliz. Essa versão foi escrita para a corte do rei Louis XIV,no final do século 17, destinada a um público, que o rei entretinha com festas extravagantes e prostitutas, que pretendia levar uma moral as mulheres para perceberem os avanços de maus pretendentes e sedutores. Um coloquialismo comum da época era dizer que uma menina que perdeu a virgindade tinha "visto o lobo". O autor explica a moral da historia ao fim d conto nos seguintes termos:
A partir desta história se aprende que as crianças, especialmente moças jovens, bonitas, corteses e bem-educadas, não se enganem em ouvir estranhos, E não é uma coisa inédita se o Lobo, desta forma,(arranjar) o seu jantar. Eu chamo Lobo, para todos os lobos que não são do mesmo tipo (do lobo da história), há um tipo com uma disposição receptiva - sem rosnado, sem ódio, sem raiva, mas dócil, prestativo e gentil, seguindo as empregadas jovens nas ruas, até mesmo em suas casas. Ai de quem não sabe que esses lobos gentis são de todas as criaturas como as mais perigosas!

Os Irmãos Grimm

No século 19 duas versões da história foram contadas a Jacob Grimm e seu irmão Wilhelm Grimm, a primeira por Jeanette Hassenpflug (1791-1860) e a segunda por Marie Hassenpflug (1788-1856). Os irmãos registram a primeira versão para o corpo principal da história e a segunda em uma sequência do mesmo. A história com o título de Rotkäppchen foi incluído na primeira edição de sua coleção Kinder-und Hausmärchen (contos infantis domésticos (1812)). Perrault é quase certamente a fonte do primeiro conto. No entanto, eles modificaram o final, introduzindo o caçador que abre a barriga do lobo e tira a menina e sua avó; esse final é idêntico ao que no conto O lobo e os sete cabritinhos, que parece ser a fonte. A segunda parte contou com a menina e sua avó prendem e matando um outro lobo, desta vez antecipando seus movimentos baseados em sua experiência anterior. A menina não deixou o caminho quando o lobo falou com ela, sua avó trancou a porta para mantê-lo fora, e quando o lobo se escondia, a avó manda Chapeuzinho colocar no fogo uma panela com água que salsichas tinha sido cozido. O cheiro que sai da chaminé atrai o lobo para baixo, e ele se afogou. Os irmãos mais revisaram novamente a história em edições posteriores até alcançar a versão final, acima mencionada, e publica-la na Edição de 1857 de seu trabalho.

*****há contos antigos em que a menina come a carne da avó e bebe o seu sangue, dados pelo lobo!!!!!!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rumpelstilskin



Rumpelstiltskin é o personagem homônimo e principal antagonista de um conto de fadas originado na Alemanha (onde ele é conhecido como Rumpelstilzchen). O conto foi coletada pelos Irmãos Grimm, que inicialmente publicaram na edição de 1812 de Children's and Household Tales (Contos para a infância e para o lar), sendo revisado em edições posteriores.
História;
Para impressionar o Rei , com o objetivo de fazer o príncipe casar com a sua filha, um moleiro bastante pobre mente e diz que ela é capaz de fiar palha e transforma-la em ouro. O Rei chama a moça, fecha-a numa torre com palha e uma roda de fiar, e exige-lhe que ela transforme a palha em ouro até de manhã, durante três noites, ou será executada. Algumas versões dizem que, se ela falhasse, seria empalada e depois cortada em pedaços como um porco, enquanto outras não são tão gráficas e dizem que a moça ficaria fechada na torre para sempre. Ela já tinha perdido toda a esperança, quando aparece um duende no quarto e transforma toda a palha em ouro em troca do seu colar; na noite seguinte, pede-lhe o seu anel. Na terceira noite, quando ela não tinha nada para lhe dar, o duende cumpre a sua função em troca do primeiro filho que a moça desse à luz.
O Rei fica tão impressionado que decide se casar com ela, mas quando nasce o primeiro filho do casal, o duende regressa para reclamar o seu pagamento: "Agora dá-me o que me prometeste". A Rainha ficou assustada e ofereceu-lhe toda a sua riqueza, se este a deixasse ficar com a criança. O duende recusa, mas por fim aceita desistir da sua exigência,mas cria outra exigência: se a Rainha conseguisse adivinhar o seu nome em três dias. No primeiro dia, ela falhou, mas antes da segunda noite, o seu mensageiro ouve o duende a saltar à volta de uma fogueira e a cantar. Existem muitas variações da canção, mas a mais conhecida é:

Hoje eu frito, amanhã eu cozinho!
Depois de amanhã será meu o filho da rainha!
Coisa boa é ninguém saber
Que meu nome é Rumpelstiltskin!
Quando o duende foi ter com a Rainha no terceiro dia, ela revela o nome dele, Rumpelstiltskin, e ele perde o seu negócio. Rumpelstiltskin foge zangado e nunca mais regressa. O final foi revisto numa edição de 1857 para uma versão mais macabra onde Rumpelstiltskin, cego de raiva, se divide em dois. Na versão oral dos Irmãos Grimm, o duende voa da janela numa panela.


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sábado, 23 de junho de 2012

O Galinho de Ouro (conto russo)




O rei Dadon era um tzar valente e famoso pelas muitas campanhas e batalhas ganhas de inimigos e vizinhos. Mas, quando começou a envelhecer, o tzar, fatigado, resolveu descansar das lutas, e se entregar a uma vida tranquila e sossegada. Porém, os inimigos, percebendo isso, começaram a perturbá-lo, atacando o seu reino por um lado  e por outro, causando muito prejuízo. Até que o tzar, não suportando mais os ataques, mandou chamar o famoso sábio, um velho astrólogo e advinho, para lhe pedir conselhos.
O mago chegou, apresentou-se, ouviu a queixa do tzar, e sem demora tirou da sua sacola um galinho de ouro, e disse:
- Magestade, manda colocar esta ave na ponta da agulha da mais alta torre do teu castelo. Este galinho de ouro será teu fiel guarda e sentinela. Se tudo em volta estiver em paz, ele ficará quieto no seu posto de observação. Mas, se qualquer perigo ou surpresa desagradável estiver se preparando para ti, bem antes do acontecimento o galo de ouro acordará, baterá as asas e se voltará para o lado de onde virá a ameaça, soltando um sonoro cocoricó, e tu poderás te preparar para qualquer emergência
O tzar agradeceu ao mago e disse, ao despedir-se dele:
- Por este grande serviço, eu prometo cumprir o teu primeiro desejo, qualquer que ele seja ele, ó sábio mago.
- Quando  chegar esse dia, tu saberás o meu desejo tzar, disse o mago e foi-se embora.
E, daquele dia em diante  o galinho de ouro ficou bem quieto no seu posto de observação, no alto da torre.
Um ano transcorreu em paz, depois outro e mais outro. Mas um belo dia o tzar Dadon, que descansava no seu leito real, foi despertado pelo sonoro cocoricó do galinho de ouro, que batia as asas e se virava para o lado do Oriente. O tzar imediatamente mandou seu filho  mais velho para aquele lado, à frente de um forte exército. O galinho aquietou-se e se calou.
Passados oito dias, o filho do tzar não voltava, e nem mandava notícias. E, de repente, o galinho de ouro  agitou-se e cocoricou de novo, anunciando perigo iminente, do mesmo lado.
O tzar , alarmado, enviou  o seu segundo filho, à frente de outro exército, para o Oriente, a fim de resgatar o irmão mais velho. Aí o galinho se aquietou de novo.
Passaram mais oito dias sem notícias, e o galinho começou novamente a cocoricar o alarme.O tzar resolveu então, partir ele próprio em busca dos filhos, com seu terceiro exército.Andaram por vários dias sem vestígios de ninguém, até que chegaram     a um vasto e descampado lugar onde no meio se erguia uma grande e rica tenda de seda. Na frente da tenda estavam seus dois filhos mortos com suas espadas cravadas no peito um do outro.Mortos em duelo. Assim como os dois exércitos estavam dizimados. O tzar ficou desesperado e, de repente, a tenda se abriu  e de dentro dela surgiu uma donzela lindíssima . Sem uma palavra, ela olhou para o tzar e, com um sorriso radioso, tomou-o pela mão e o levou para dentro da tenda. O tzar deslumbrado com sua beleza esqueceu as mágoas e os filhos, e passou uma semana inteira na tenda da princesa.
Finalmente, ao fim de oito dias , o tzar empreendeu o caminho de volta à sua capital, com o seu exército, levando consigo a esplendorosa princesa com a qual queria casar-se.
O povo recebeu o tzar com grande festa e, no meio da multidão festiva, quem o aguardava era o velho mago que lhe dera o galinho de ouro.
O tzar cumprimentou-o e disse:
- Sou infinitamente grato pela alegria e felicidade que te devo.
- Salve magestade, disse o mago. Ainda te lembras do nosso trato? Prometeste , pelos meus serviços, satisfazer o meu primeiro desejo, qualquer que fosse ele. Eu lhe disse que quando chegasse a hora tu saberias qual seria. Pois esse dia chegou, ó tzar!
- E qual é o teu desejo? Perguntou o tzar? Fala, palavra de rei não volta atrás.
- O meu desejo, ó tzar, é que me dês de presente a princesa oriental que trouxeste contigo.
- O quê????exclamou o tzar, será que enlouqueceste, velho???
- Não enlouqueci nem estou possuído por nenhum demônio, estou só cobrando a promessa que me fizeste e disseste que palavra de rei não volta atrás!.
- É verdade que eu fiz esta promessa e quero cumprir, mas tudo tem limite! Para que queres a donzela, esqueceste com quem está falando?gritou o tzar irritado. Podes fazer qualquer pedido em ouro, jóias, preciosidades do meu reino ...
-Não quero nada disso, interrompeu o mago, quero ver cumprido o meu primeiro desejo, a princesa oriental.
O tzar ficou furioso e disse:
- A resposta é Não!!! E mais, agora não receberás mais nada de mim, saia da minha frente seu velho atrevido!
O velho mago ofendido e indignado queria falar, mas recebeu um violento golpe com o cetro do tzar e caiu morto, e a princesa ria as gargalhadas para espanto de todos.
O tzar estava tão apaixonado que não achou nada de mais as suas risadas!
Súbito ouviu-se na praça um barulho estranho e diante dos olhos de toda a capital, o galinho de ouro se alvoroçou, bateu asas, soltou-se da agulha da torre e desceu rapido, dando uma bicada na cabeça do tzar e voou sem ninguém poder fazer nada.
O tzar no mesmo instante soltou um gemido e caiu no chão sem vida.
A princesa...sumiu sem deixar rastro, com se não tivesse existido!!!!!!!

****promessas devem ser cumpridas, mas combinar antes é sempre bom!!!!!!!!






terça-feira, 12 de junho de 2012

A menina vendida com as peras


A menina  vendida com as peras
(fábulas italianas e a velha sábia)

Era uma vez um homem que tinha uma pereira que produzia quatro cestos de peras por ano. Em certo ano, aconteceu que só conseguiu três cestos e meio, e era preciso levar quatro para o rei. Não sabendo como completar o quarto cesto, colocou dentro dele a menor de suas filhas e cobriu-a de peras e folhas.
Os cestos foram levados até a despensa  do rei, e a menina rolou junto com as peras  e se escondeu.
Estava ali, na despensa, e, não tendo outra coisa para comer, mordiscava as peras. Passado algum tempo, os empregados se deram conta de que a provisão de peras diminuía  e encontraram também os talos. Disseram:
- Deve haver um rato ou uma toupeira que come as peras: precisamos verficar. Mexendo com as varas de vime encontraram a menina.
Perguntaram-lhe:
- O que faz aqui? Venha conosco, poderá trabalhar na cozinha do rei.
Chamaram-na de Perinha, e Perinha era uma menina tão dedicada que em pouco tempo sabia fazer o serviço melhor que as criadas do rei e era tão graciosa que todos a adoravam. O filho de rei que tinha a mesma idade que ela, estava sempre junto e entre eles nasceu uma grande simpatia.
Na mesma medida em que a menina crescia , crescia a inveja das criadas, pois aguentaram caladas algum tempo, depois começaram a pôr veneno. Assim puseram-se a dizer que Perinha se gabava de poder tomar o tesouro das bruxas. O boato chegou aos ouvidos do rei, que chamou a menina e lhe disse:
- É verdade que você se gabou de poder tomar o tesouro das bruxas?
Perinha disse:
- Claro que não é verdade, não sei de nada.
Mas o rei insistiu:
- Sabe sim e palavra empenhada é palavra mantida e a expulsou do palácio até que voltasse com o tesouro.
Anda que anda, a noite chegou e Perinha encontrou uma macieira e não parou. Encontrou um pessegueiro e não parou. Encontrou uma pereira acomodou-se entre os ramos e adormeceu.
De manhã, no pé da árvore havia uma velhinha.
- O que está fazendo aí bela criatura, disse a velhinha.
E Perinha contou a dificuldade em que se achava.A velhinha lhe disse:
- Pegue estas três libras de banha, estas três libras de pão e estas três libras de sorgo e vá em frente.
Perinha lhe agradeceu muito e seguiu pelo caminho.
Chegou a um lugar onde havia um forno. E havia três muheres que arrancavam os cabelos e com os cabelos varriam o forno. Perinha lhes deu as três libras de sorgo e elas começaram a varrer o forno com o sorgo e a deixaram passar.
Anda que anda, chegou a um lugar onde havia três mastins que latiam e pulavam em cima das pessoas . Perinha lhes jogou as três libras de pão e eles a deixaram passar.
Anda que anda, chegou a um rio de água vermelha feito sangue e não sabia como atravessá-lo. Mas a velha tinha lhe dito que dissesse:
            Torrentinha, linda torrentinha,
            Se não estivesse apressadinha
            Bem que beberia de canequinha.
Perante tais palavras a água se retirou e a deixou passar.
Para além daquele rio, Perinha viu um dos palácios mais bonitos e maiores dentre todos que existiam no mundo. Porém, a porta se abria e se fechava tão rápido que ninguém podia entrar. Então, Perinha untou os gonzos com as três libras de banha e a porta começou a se abrir e se fechar suavemente.
Tendo entrado no palácio, Perinha viu a arca do tesouro em cima de uma mesinha. Pegou-a e se preparou para sair, quando a pequena arca se pôs a falar.
- Porta, acabe com ela, porta acabe com ela! – dizia a pequena arca.
E a porta  respondia:
- Não, não acabo com ela , pois há muito ninguém me untava e ela me untou.
Perinha passou e, quando chegou ao rio a arca dizia:
- Rio, afogue-a, rio afogue-a!
E o rio respondia:
- Não, não a afogo, pois me chamou de torrentinha, linda torrentinha.
Passou pelo rio e quando chegou perto dos cães a arca  falou:
- Cães comam-na, comam-na!
E os cães:
- Não, não a comemos, pois nos deu três libras de pão.
Ela passou pelos cães e a arca dizia:
Forno, queime-a, queime-a!
- Não, não a queimamos, pois nos deu três libras de sorgo e assim economizamos  nossos cabelos.
Logo que chegou perto de casa, Perinha, curiosa como toda menina, quis ver o que havia na pequena arca. Abriu-a e pulou fora uma galinha com pintinhos de ouro. Corriam tão rápido que era impossível pegá-los.
Perinha se pôs a correr atrás deles. Passou pela macieira e não os encontrou, passou pelo pessegueiro e não os encontrou, passou pela pereira e lá estava a velhinha com uma vareta na mão cuidando da galinha com os pintinhos de ouro.
- Xô, xô, fez a velhota e a galinha com os pintinhas de ouro voltaram para dentro da arca.
Ao voltar para casa, Perinha foi acolhida pelo filho do rei.
- Quando meu pai perguntar o que quer de prêmio, indique aquele caixote cheio de carvão que está na adega.
Na entrada do palácio real, estavam as criadas, o rei e todos os cortesãos, e Perinha entregou ao rei a galinha com os pintinhos de ouro.
- Peça o que quiser, disse o rei, que lhe darei.
Perinha respondeu:
- Quero o caixote de carvão que está na adega.
Deram-lhe o caixote de carvão, ela o abriu e de dentro pulou o filho do rei que estava escondido lá dentro. Então o rei ficou muito contente e  deixou que Perinha casasse com seu filho!!!!!!

domingo, 10 de junho de 2012

As Três Casinhas! (Ítalo Calvino)




Ao morrer, uma pobre mulher chamou suas três filhas, e disse:- minhas filhas dentro de pouco tempo estarei morta e vocês vão ficar sozinhas no mundo.Quando eu não estiver mais aqui , façam assim: procurem seus tios e peçam que construam uma casa para cada uma. Queiram-se bem.
As três moças saíram chorando.Puseram-se a caminho e encontraram um tio, fabricante de esteiras. Catarina , a mais velha , disse:
- Tio, nossa mãe morreu; o senhor que é tão bom, faça uma casa de esteiras para mim.
E o tio, fabricante de esteiras, fez a casinha de esteiras para ela.
As outras duas irmãs seguiram em frente e encontraram um tio , marceneiro. Disse Júlia , a do meio: - Tio nossa mãe morreu; o senhor , que é tão bom , faça uma casa de madeira para mim.
E o tio, marceneiro , fez a casinha de madeira para ela.
Restou só a Marieta, a caçula, e seguindo o seu caminho encontrou um tio, ferreiro.
- Tio – disse-lhe- mamãe morreu; o senhor, que é tão bom, faça uma casinha de ferro para mim.
E o tio, fereiro, fez a casinha de ferro para ela.
À noite, apareceu o lobo. Foi à casinha de Catarina e bateu à porta. Catarina perguntou:
- Quem é?
- Sou um pobre pintinho, todo molhado; abra para mim por caridade.
- Vá embora;você é o lobo e quer me devorar.
O lobo deu um empurrão nas esteiras, entrou e devorou Catarina de uma só vez.
No dia seguinte, as duas irmãs foram visitar Catarina. Encontraram as esteiras arrancadas e a casinha vazia.
- Oh, coitadas de nós! – disseram. Certamente o lobo engoliu nossa irmã mais velha.
Ao anoitecer, reapareceu o lobo e foi à casa de Júlia. Bateu, e ela:
-Quem é?
- Sou um pintinho desgarrado, dê-me abrigo por piedade.
- Não você é o lobo e quer me devorar como fez com minha irmã.
O lobo deu um empurrão na casinha de madeira, escancarou a porta e Julia sumiu na sua goela.
De manhã, Marieta vai visitar Julia, não a encontra e diz com seus botões: “O lobo a devorou! Pobre de mim, fiquei sozinha neste mundo”.À noite, o lobo foi à casinha de Marieta.
-Quem é?
- Sou um pobre pintinho gelado de frio, estou lhe implorando, deixe-me entrar.
- Vá embora, pois é o lobo e, do mesmo modo como devorou minhas irmãs, quer me devorar.
O lobo dá um empurrão na porta, mas a porta era de ferro como toda a casa e o lobo quebra um ombro. Urrando de dor, corre até o ferreiro.
-Conserte o meu ombro.
- Conserto o ferro, não ossos – disse o ferreiro.
-Acontece que arrebentei os ossos com o ferro, portanto é você quem  deve me consertar. – disse o lobo.
Então o ferreiro pegou o martelo e os pregos e lhe consertou o ombro.
O lobo voltou à casa de Marieta e se pôs a falar bem perto da porta:
- Escute, Marietinha, por sua culpa quebrei um ombro, mas gosto de você assim mesmo. Se sair comigo amanhã cedo, vamos colher grãos-de-bico num campo aqui perto.
Marieta respondeu:
- Sim,sim. Venha me buscar às nove.
Mas, esperta como era, percebera que o lobo queria apenas fazê-la sair de casa para devorá-la. Por isso, no dia seguinte, levantou-se antes da aurora , foi ao campo e colheu um avental cheio de grãos-de-bico e voltou para casa. Pôs os grãos para cozinhar e jogou as cascas pela janela. Às nove, apareceu o lobo.
- Marietinha, venha comigo colher grãos-de-bico.
- Não, não vou de jeito nenhum, já colhi os grãos, olhe embaixo da janela e verá as cascas.
O lobo estava com raiva, mas disse: amanhã vamos colher tremoços, te pego às nove.
-Sim, sim disse Marieta.
Porém, ela no dia seguinte levantou cedo outra vez, foi ao campo, colheu os tremoços e levou para casa para cozinhá-los.
Quando o lobo veio buscá-la mostrou as cascas embaixo da janela.
O lobo estava muito nervoso e jurou vingança, mas falou com ela:
- espertinha, me enganou outra vez. Mas gosto muito de você e amanhã venho te buscar para conhecer um campo cheio de abóboras.
- Mas é claro que vou.
No dia seguinte correu ao campo de abóboras, mas o lobo não esperou às nove e correu também para o campo bem cedo.
Assim que Marieta viu o lobo ao longe, não sabendo para onde fugir, fez um buraco numa grande abóbora e se escondeu lá dentro. O lobo que sentia o cheiro dela, farejou as abóboras e não encontrou nada. Pensou então:Ela já deve ter voltado para casa. Vou me fartar de comer abóboras.
Marieta tremia ao sentir que o lobo se aproximava de sua abóbora imaginando que a comeria junto, mas quando ele chegou perto da abóbora que ela estava ele já não aguentava mais.
- Nossa, esta é tão grande, vou levar de presente para a Marieta, para ver se ela fica minha amiga. Pegou a abóbora com os dentes e correu até a casinha de ferro da Marieta, jogando a abóbora pela janela.
- Minha Marietinha!!!!disse ele, olha que lindo presente eu lhe trouxe.
Marieta já dentro de casa em segurança, pulou de dentro da abóbora, fechou a janela e provocou o lobo: - Obrigada, amigo lobo, eu estava escondida na abóbora que você trouxe para mim!!!!!
Ao ouvir isto, o lobo começou a bater a cabeça contra as pedras.
À noite estava fria e Marieta se aquecia junto da lareira quando ouviu um barulho na chaminé. Pensou logo: “é o lobo que vem me devorar”. Pegou um caldeirão na cozinha, bem grande e colocou no fogo da lareira para ferver. Quando o lobo desceu devagar pela chaminé e deu um salto achando que ia pegar a moça, caiu dentro do caldeirão e acabou morrendo.
Mesmo triste com a perda das irmãs, Marieta passou a viver tranquila sem o grande inimigo, o lobo.