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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Chapeuzinho Vermelho





Chapeuzinho Vermelho  ou Capuchinho Vermelho é um conto de fadas clássico, de origem europeia do século 14. O nome do conto vem da protagonista, uma menina que usa um capuz vermelho. O conto sofreu inúmeras adaptações, mudanças e releituras modernas, tornando-se parte da cultura popular mundial, e uma das fábulas mais conhecidas de todos os tempos.[1]
A versão moderna mais conhecida
Uma menina conhecida como Chapeuzinho Vermelho, atravessa a floresta para entregar uma cesta de pães de mel para sua "Vovó" doente, mas a estrada se bifurca entre um caminho longo e seguro e um caminho mais curto e perigoso. A menina toma o caminho curto, aonde é vista por um lobo, geralmente chamado de Lobo Mau. Ele sugere que a menina volte e tome o caminho longo, por segurança. Chapeuzinho segue o conselho do lobo e volta atrás. Mas enquanto ela toma o caminho longo, o Lobo Mau segue pelo caminho curto, chega à casa da Vovó, e a devora completamente. Então, se veste com suas roupas e aguarda Chapeuzinho na cama da Vovó. Quando a menina chega, nota a aparência estranha de sua avó, e tem o famoso diálogo com o lobo:
—Porque esses olhos tão grandes?
 Então ela é respondida:
Ó minha querida, são para te enxergar melhor
Porque essas orelhas tão grandes?
São para te ouvir melhor.
E porque essa boca tão grande?
É para te comer!!!
Nesse momento, a "avó" (que era o lobo disfarçado), revela-se e devora Chapeuzinho, que grita assustada. Então, um caçador que passava por ali, ouve os gritos, e encontra o lobo dormindo na cama. O caçador então abre a barriga do lobo donde saem chapeuzinho e sua avó, ilesas.
A História do Conto

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Charles Perrault, o primeiro a registrar uma versão impressa de Chapeuzinho Vermelho
As origens de Chapeuzinho Vermelho podem ser rastreadas até por de vários países europeus e mais do que provavelmente anteriores ao século 17, quando o conto adquiro a forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm de inspiração. Chapeuzinho Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha, sempre com um caráter muito popular.
Charles Perrault
A versão impressa mais antiga é de Charles Perrault, Le Petit Chaperon Rouge, retirada do folclore francês foi inserida no livro Contos da Mamãe Gansa. A historia de Perrault retrata uma "moça jovem, atraente e bem educada", que ao sair de sua aldeia é engana pelo lobo, que como e velha e arma uma armadilha para a a menina que termina sendo devorada, sem final feliz. Essa versão foi escrita para a corte do rei Louis XIV,no final do século 17, destinada a um público, que o rei entretinha com festas extravagantes e prostitutas, que pretendia levar uma moral as mulheres para perceberem os avanços de maus pretendentes e sedutores. Um coloquialismo comum da época era dizer que uma menina que perdeu a virgindade tinha "visto o lobo". O autor explica a moral da historia ao fim d conto nos seguintes termos:
A partir desta história se aprende que as crianças, especialmente moças jovens, bonitas, corteses e bem-educadas, não se enganem em ouvir estranhos, E não é uma coisa inédita se o Lobo, desta forma,(arranjar) o seu jantar. Eu chamo Lobo, para todos os lobos que não são do mesmo tipo (do lobo da história), há um tipo com uma disposição receptiva - sem rosnado, sem ódio, sem raiva, mas dócil, prestativo e gentil, seguindo as empregadas jovens nas ruas, até mesmo em suas casas. Ai de quem não sabe que esses lobos gentis são de todas as criaturas como as mais perigosas!

Os Irmãos Grimm

No século 19 duas versões da história foram contadas a Jacob Grimm e seu irmão Wilhelm Grimm, a primeira por Jeanette Hassenpflug (1791-1860) e a segunda por Marie Hassenpflug (1788-1856). Os irmãos registram a primeira versão para o corpo principal da história e a segunda em uma sequência do mesmo. A história com o título de Rotkäppchen foi incluído na primeira edição de sua coleção Kinder-und Hausmärchen (contos infantis domésticos (1812)). Perrault é quase certamente a fonte do primeiro conto. No entanto, eles modificaram o final, introduzindo o caçador que abre a barriga do lobo e tira a menina e sua avó; esse final é idêntico ao que no conto O lobo e os sete cabritinhos, que parece ser a fonte. A segunda parte contou com a menina e sua avó prendem e matando um outro lobo, desta vez antecipando seus movimentos baseados em sua experiência anterior. A menina não deixou o caminho quando o lobo falou com ela, sua avó trancou a porta para mantê-lo fora, e quando o lobo se escondia, a avó manda Chapeuzinho colocar no fogo uma panela com água que salsichas tinha sido cozido. O cheiro que sai da chaminé atrai o lobo para baixo, e ele se afogou. Os irmãos mais revisaram novamente a história em edições posteriores até alcançar a versão final, acima mencionada, e publica-la na Edição de 1857 de seu trabalho.

*****há contos antigos em que a menina come a carne da avó e bebe o seu sangue, dados pelo lobo!!!!!!

domingo, 1 de março de 2009

Os três fios de ouro do cabelo do diabo


Um conto dos irmãos Grimm
Era uma vez, uma pobre mulher que teve um filhinho, e porque ele nasceu envolto numa membrana-da-sorte, foi-lhe profetizado que, aos quatorze anos, ele receberia a filha do rei por esposa.
Pouco tempo depois, o rei chegou à aldeia , e ninguém sabia que ele era o rei. Quando ele preguntou às pessoas o que havia de novo por ali, elas responderam:
- Um dia destes, uma mulher deu à luz uma criança empelicada. Qualquer coisa que uma criança dessas empreender, sempre dará certo e lhe trará sorte. E também foi profetizado, que, aos quatorze anos, ele receberia a filha do rei como esposa.
O rei, que tinha o coração perverso, ficou irritado com essa profecia , foi até aos pais , fingindo muita bondade, e disse:
- Pobre gente que vocês são, já têm tantos filhos que podem me entregar esse para que eu cuide dele.
No começo os pais recusaram, mas como aquele homem estranho lhes oferecia grande soma em dinheiro, eles pensaram: - “Nosso filho é uma criança-de-sorte, isso deve ser para o seu bem”, e concordaram de entregar o filho ao homem.
O rei colocou-o dentro de uma caixinha e saiu cavalgando com ele, até chegar a uma água bem funda. Então, jogou a caixa na água, pensando: “Deste pretendente minha filha está livre!”
Mas a caixinha não afundou, flutuou como um barquinho, sem deixar passar para o bebê nem uma gota de água. Assim, foi navegando até bem longe do reino, onde havia um moínho, em cuja barragem ficou presa. Um aprendiz de moleiro, que por sorte estava por ali e viu a caixa, puxou-a para fora com um gancho, pensando que encontrara algum tesouro. Quando ele olhou na caixa, viu um lindo menino dentro dela, muito bem disposto. Então, levou-o ao casal de moleiros, e como eles não tinham filhos, ficaram muito contentes e disseram:
- Deus nos mandou um presente.
Eles cuidaram bem da criança e ele cresceu e se criou com muito caráter e sempre ajudando os pais.
Aconteceu que, num dia de tempestade, o rei entrou no moínho para esperar a tempestade passar e viu o rapaz. Perguntou aos moleiros se era seu filho.
- Não, responderam eles, ele é um enjeitado. Há quatorze anos ele chegou aqui na barragem dentro de uma caixa, nosso aprendiz o tirou da água e nós o criamos como filho.
Neste momento o rei teve certeza que era a criança que jogara na água, ele disse:
- Minha boa gente, será que este rapaz poderia levar uma carta para a raínha? Eu lhe darei duas moedas de ouro como pagamento.
Os moleiros, submissos, responderam, como o senhor rei ordenar e mandaram o rapaz se preparar.
O rei escreveu uma carta à rainha, na qual dizia: “Assim que este rapaz, portador desta carta, chegar, ele deverá ser morto e enterrado, isso deverá ser feito antes da minha volta”.
O rapaz Pôs-se a caminho com a carta no alforge, mas perdeu-se e chegou ao anoitecer numa floresta. Wle viu uma pequena luz ao longe e dirigiu-se para lá, era uma casinha pequena. Ele entrou, porque a porta estava aberta, e, lá dentro viu uma velha sentada junto ao fogo. Ela assustou-se e perguntou:
- De onde você vem e para onde você quer ir?
- Venho do moínho, disse ele, vou procurar a senhora raínha , a quem devo entregar uma carta. Porém, como me perdi na floresta, gostaria de passar a noite aqui.
- Pobre garoto, disse a velha, você veio parar numa casa de salteadores. Quando eles voltarem vão matá-lo.
- Pode vir quem quiser, disse o rapaz, eu não tenho medo. Estou tão cansado e não posso mais andar. Ele se espichou num banco e adormeceu.
Logo depois dele ter dormido chegaram os salteadores e perguntaram , furiosos, quem era o estranho deitado alí e dormindo?
- Ora, disse a velha, é apenas um inocente que se perdeu ma floresta e eu deixei que ficasse aqui para descansar, porque ele vai levar uma carta para a raínha.
Os salteadores foram no alforge do rapaz e pegaram a carta e leram o que estava escrito. Então, eles sentiram dó do rapaz e escrveram outra carta, dizendo que assim que o rapaz chegasse , devia casar com a princesa , filha do rei.
Pela manhã o rapaz agradeceu e seguiu viagem sem saber que as cartas foram trocadas do seu alforge.
Quando chegou ao ´palácio deu a carta à raínha que a leu e fez o que rei ordenava. Mandou preparar uma grandiosa festa de casamento e a princesa casou-se com o rapaz filho-da-sorte.Ela gostou porque o rapaz era belo e educado.
Passado algum tempo, o rei voltou e viu que sua filha estava casado com o rapaz que ele mandara matar.
Chamou a raínha e perguntou: - Como foi que isso aconteceu? Eu dei outra ordem na carta que mandei.
Porém, a raínha lhe mostrou a carta que recebera e disse que ele podia ler o que estava escrito. O rei leu e logo percebeu que a carta havia sido trocada. Chamou o rapaz e perguntou o que acontecera com a outra carta que ele lhe entregara.
Eu não sei de nada disse o rapaz. Só se foi trocada na noite que dormi na floresta.
Raivoso o rei falou:
- Isto não vai ficar assim. Quem quiser a minha filha , terá de trazer-me do inferno, três fios de ouro da cabeça do diabo.Se você conseguir ficará com a princesa.
O rei esperava livrar-se de vez do rapaz, mas o filho-da-sorte respondeu: - Vou buscar os cabelos de ouro. Não tenho medo do diabo.
Dizendo isso, o rapaz despediu-se da princesa e começou sua busca.
O caminho levou-o a grande cidade , onde o guarda do portão lhe perguntou qual era o seu ofício e o que ele sabia .
- Eu sei tudo, - respondeu o filho-da-sorte.
- Então, você pode fazer-nos um favor, - disse o guarda, explicando-nos por que o poço da nossa praça do mercado, que sempre fez brotar vinho , agora está seco e não nos dá nem água.
- Isso vocês vão saber quando eu voltar. Esperem por mim.
O rapaz continuou seu caminho e chegou a outra grande cidade. Lá os guardas do portão também lhe perguntaram qual era o seu ofício e o que ele sabia.
- Eu sei tudo, - respondeu o filho-da-sorte.
- Então, você poderá fazer-nos um favor, explicando-nos por que razão uma árvore que temos nesta cidade, que sempre deu maçãs de ouro, agora não nascem nem mesmo folhas.
- Isso vocês ficarão sabendo quando eu voltar. Esperem por mim. E continuou seu caminho, até que chegou a um grande rio que precisava atravessar. O barqueiro perguntou-lhe por que ele sempre tinha que ir e vir e nunca podia se libertar do barco.
- Isso você ficará sabendo quando eu voltar. Esper por mim.
- Atravessou o rio com o barqueiro e encontrou a entrada do inferno. Lá dentro estava tudo escuro e o diabo não se encontrava em casa, mas para sua surpresa a sua avó estava sentada numa grande poltrona e lhe perguntou quando o viu.
- O que você quer? – perguntou ela mansamente e com bondade.
- Eu gostaria de ter três fios de ouro da cabeça do diabo, senão perderei minha esposa.
- Isso é querer muito, - disse ela. Quando o diabo voltar e o encontrar aqui, você vai se dar mal. Mas tenho dó de você e vou tentar ajudá-lo.
Então, ela o transformou em formiga e disse:
- Esconda-se na barra da minha saia, você ficará seguro.
- Sim, disse ele, isto já é bom, mas eu gostaria de saber três coisas também: por que o poço que dava vinho não dá mais; por que a árvore que dava maçãs de ouro também está seca e por que o barqueiro tem sempre de estar indo e vindo, sem nunca poder se libertar?
Essas são perguntas difíceis, mas fique bem quieto e preste atenção no que o diabo disser quando eu lhe arrancar os três cabelos de ouro.
Quando anoiteceu, o diabo chegou em casa e percebeu cheiro de carne humana. Espiou por todos os lados , mas nada encontrou. A avó brigou com elepor ter desarrumado toda a casa e mandou que sentasse para jantar.
Depois de comer muito e beber o diabo pediu que a avó catasse seus piolhos. Não demorou muito e ele adormeceu. A velha aproveitou e puxou um fio do cabelo e guardou no bolso do avental.
- Ai! Gritou o diabo, - o que está fazendo?
- Tive um mal sonho e me agarrei nos seus cabelos.
- O que foi que sonhou?
- Sonhei que um poço de uma cidade que dava vinho secou. Por que será?
- Ah, se eles soubessem que é um sapo que está escondido no fundo eles o matariam e voltavam a ter vinho.
A avó continuou catando os piolhos até que ele dormiu novamente e ela arrancou outro fio de cabelo e colocou no bolso do avental.
- Ui! O que está fazendo agora? Gritou ele zangado.
- Meu neto, tive outro sonho estranho.
- E o que você snhou?
- Sonhei que num certo reino, havia uma árvore que dava maçãs de ouro e agora não dá nem folhas.
- Se eles soubessem! – disse o diabo. É um rato que está roendo a raiz da árvore e se o matarem tudo voltará a ser como antes. Mas vovó se me acordar de novo dou-lhe um bofetão!
- A avó acalmou-o, catou-lhe mais piolhos e ele voltou a dormir. Aí ela arrancou o terceiro fio de cabelo e colocou no bolso. O diabo deu um pulo do seu colo berrou que ia fazer e acontecer, mas ela pediu desculpas pois tinha tido outro sonho esquisito.
- Qual foi o sonho desta vez?
- Bem, sonhei com um barqueiro que reclamava de viver indo e vindo sem poder se libertar.
- Ora, o bobalhão tem que aproveitar quando vier alguém andar no seu barco ele aproveita e dá o remo na mão da pessoa e ele ficará livre pulando na margem.
Como a avó já conseguira arrancar os três fios de cabelo e sabido as respostas às três perguntas, ela deixou-o dormir sossegado.
Pela manhã quando o diabo saiu para fazer suas maldades, a velha tirou a formiga da barra da saia e fez o rapaz voltar a sua forma humana.
- Aqui tem três fios do cabelo de ouro do diabo e as respostas você deve ter ouvido.
- Sim, respondeu o rapaz, escutei tudo e não me esquecerei.
Ele agradeceu muito a velha avó pela ajuda, e saiu do inferno, bastante contente por ter tanta sorte. Quando chegou à margem o barqueiro logo perguntou se ele tinha alguma resposta.
- leve-me primeiro para a outra margem e vou lhe dizer como você poderá se libertar.
Quando desceu do barco disse ao barqueiro como se livrar. Era só colocar o remo na mão de quem estivesse no barco.
Ele continuou seu caminho de volta e chegou na cidade da árvore e disse : Matem um rato que rói a raiz da árvore e tudo voltará a ser como antes. O guarda lhe agradeceu e deram-lhe de recompensa dois burros carregados de ouro.
Ele andou mais e chegou na cidade do poço. Disse ao guarda que matassem o sapo que havia no fundo e teriam vinho novamente.O guarda agradecido lhe deu mais dois burros carregados de ouro.
Finalmente o filho-da-sorte chegou ao palácio e pode encontrar sua mulher que o esperava e ficou muito feliz dele ter conseguido trazer os três fios de ouro do cabelo do diabo.
Ele entregou os três fios ao rei e quando o rei viu os quatro burros cheios de ouro, ficou muito contente e disse que ele podia ficar casado com sua filha. Porém, disse o rei, quero que você me diga de onde vem todo este ouro?
- Bem, disse o rapaz, atravessei o rio e peguei o ouro ali, na margem.
- Será que eu também posso ir buscar um pouco deste ouro? Perguntou o rei ambicioso.
- Quando o senhor quiser, respondeu o rapaz. Há um barqueiro que vai levá-lo para a outra margem, onde poderá encher muitos sacos de ouro.
O rei ganancioso resolveu partir sozinho e com pressa. Chegou e viu o barqueiro pedindo para atravessá-lo. O barqueiro quando chegou na outra margem pegou o remo e colocou na mão do rei e pulou rápido para a margem. E o rei, desde então, virou barqueiro indo e vindo de lá pra cá e de cá pra lá.