Mostrando postagens com marcador campones. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campones. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A raposa e o Cavalo




Havia um camponês que no passado tivera um cavalo fiel, mas o animal envelhecera e não podia mais fazer o seu trabalho. Seu dono o alimentava de má vontade e dizia:
- Não tenho mais uso para você, mas continuo a sentir afeto por você, e se me provar que ainda é forte  o bastante para me trazer um leão eu o sustentarei até o fim dos meus dias. Mas agora vai andando, fora do meu estábulo. Enxotou-o para o campo.
O coitado do cavalo ficou muito triste e entrou na mata à procura de abrigo contra o vento e o mau tempo.Ali encontrou uma raposa que lhe perguntou:
- Por que está vagando cabisbaixo e tão solitário?
-  Ai de mim! Exclamou o cavalo. – A avareza  e a honestidade não convivem nada bem. Meu dono esqueceu todos os serviços que lhe prestei durante tantos anos, e porque não consigo mais puxar o arado ele não quer mais me alimentar e me expulsou de casa.
- Sem a menor consideração? Perguntou a raposa.
- Apenas com o único consolo de me dizer que, se me restassem forças suficientes para lhe levar um leão, continuaria a me manter, mas ele sabe muito bem que a tarefa está acima das minhas possibilidades.
A raposa disse então:
- Eu o ajudarei. Deite-se aqui e estique as pernas como se estivesse morto. – O cavalo obedeceu e a raposa foi a toca do leão, não muito longe, e disse ao leão:
- Tem um cavalo morto lá adiante. Venha comigo e terá uma refeição rara. – o leão a acompanhou e quando chegaram onde estava o cavalo a raposa disse ao leão:
 - Você não pode comer aqui à vontade. Faça o seguinte. Vou amarrar o cavalo  em você e aí poderá arrastá-lo para sua toca e comê-lo tranquilamente.
O plano agradou ao leão, que ficou parado junto ao cavalo para que a raposa pudesse amarrá-los. Mas a raposa prendeu as pernas do leão, à cauda do cavalo e apertou o nó de um jeito que ele não pudesse se soltar.
Quando terminou , deu uma palmadinha no ombro do cavalo e disse:
-Puxe meu velho!  puxe!
Então o cavalo se levantou e saiu arrastando o leão. A fera rugiu enfurecida, fazendo os pássaros fugirem para longe. Mas o cavalo não se importou com os rugidos do leão e não parou até chegar à porta do seu dono.
Quando o dono o viu mostrou-se muito contente e lhe disse:
- Você ficará comigo e terá vida mansa enquanto viver. O cavalo passou a ser bem alimentado até morrer!!!
O leão fugiu para a floresta!!!!!!!!


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Classes Sociais na Idade Média


Na época do surgimento dos Contos, vamos encontrar três classes sociais.
São elas: OS PADRES – OS REIS – OS CAMPONESES

· Os Padres ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ _____________ só oravam
· Os Reis _____________ só caçavam e guerreavam
· Os Camponeses ________ só trabalhavam

Os Padres não se casavam, para não dividir as terras da Igreja, pois essa era detentora do poder.
O Trabalho manual, (artesanal) não tinha valor algum. Era considerado pejorativo.
Algumas profissões eram consideradas “suspeitas”, sendo perseguidas por causa disso. Eram profissões que mexiam diretamente com os quatro elementos fundamentais do Universo ligados à Natureza.

· FOGO -----------o Ferreiro
· AR ---------------o Moleiro
· TERRA ----------o Lavrador
· ÁGUA ----------- o Barqueiro

No Campo, vamos encontrar outras Profissões como:
OS PASTORES – OS CARVOEIROS – OS LENHADORES – OS CAMPONESES – OS MINEIROS

PASTORES – usavam aventais e eram considerados mágicos. Não fixavam residência, eram nômades. Eram muito discriminados pois conheciam o Tempo e os Astros.

CAMPONESES- eram servos sem tempo livre. Invejavam os pastores pela sua liberdade. Trabalhavam na terra do seu senhor.

CARVOEIROS – viviam nas matas, eram associados à feitiçaria e à lepra, pois tinham deformações físicas, devido à vida que levavam embaixo da terra. Andavam sempre sujos e eram muito mal vistos.

LENHADORES – viviam nas florestas, cortavam lenha para sobreviver. O Machado era sua proteção, pois o consideravam mágico.

MINEIROS – viviam no interior das Minas. Eram importantes porque trabalhavam com metais preciosos. Tinham constituição física miúda e estavam sempre encapuzados. Acreditavam que a Mina fosse mágica, pois nela havia Ouro. Eram discriminados por sua sujeira e pelo seu tamanho, sendo, geralmente, anões.

*** GUILDAS – Nos séculos XVII e XVIII, foram criadas as Guildas, que eram corporações de grupos de trabalhadores, tipo sindicato. Eram freqüentadas pelos Aprendizes e Mestres. Para fazer parte da Guilda, era preciso participar de um Ritual. Elas eram chamadas de Lojas (como a Maçonaria). Eram corporações dentro da construção e faziam parte delas:

PEDREIROS – participavam de um ritual cruel para entrar na Guilda, pois eram considerados “Arquitetos do Universo” , pois faziam os castelos para a nobreza. (Após a Revolução Industrial, eles passam a ser escravos).

CARPINTEIROS – usavam avental de couro e régua, faziam móveis de metal e madeira para a nobreza.

ALFAIATES – andavam sempre com uma agulha no peito e estavam sempre bem vestidos e, geralmente, eram letrados, liam e escreviam. Por lidar com brocados e sedas, eram considerados um pouco nobres.

SAPATEIROS – considerados a vanguarda do movimento político. Chamavam-se “Remendões de Heresias” (por profetizarem). Na Inquisição, foram perseguidos por serem considerados filósofos. O movimento do Calvinismo difundiu-se no século XVI, por causa dos sapateiros.

MARINHEIROS – acreditavam em seres marinhos e tinham cultura própria, pois eram nômades.

ANDARILHOS – não eram considerados profissionais porque eram nômades e viviam em bandos pedindo esmolas. Eram considerados ladrões e mendigos (alguns eram soldados mutilados).

*** Nas Guildas não entravam os Mendigos, os Coveiros, os Menestréis e os Verdugos, sendo que os Verdugos e os Coveiros por estarem associados á morte.

Havia também as Guildas de Ladrões, com mestres que ensinavam como cortar bolsas para roubar o seu conteúdo.

As mulheres não podiam participar das Guildas e nem faziam parte da Literatura escrita. Só se dedicavam à casa e também a Contar Histórias, sempre oralmente.