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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Lobo e a Cegonha - Esopo


Um lobo devorou sua caça tão depessa, com tanto apetite, que acabou ficando com um osso entalado na garganta.
Cheio de dor, o lobo começou a correr de um lado para o outro soltando uivos, e ofereceu uma bela recompensa para quem tirasse o osso de sua garganta.
Com pena do lobo e com vontade de ganhar o dinheiro, uma cegonha resolveu enfrentar o perigo.
Depois de tirar o osso da garganta do lobo, quis saber onde estava a recompensa que o lobo tinha prometido.
- Recompensa? - berrou o lobo. - Mas que cegonha pedinchona! Que recompensa que nada! Você enfiou a cabeça na minha boca e em vez de arrancar sua cabeça com uma dentada deixei que você a tirasse lá de dentro sem um arranhãozinho.
Você não acha que tem muita sorte?bicho insolente!
De o fora e se cuide para nunca mais chegar perto de minhas garras!!!

Não podemos muitas vezes esperar gratidão, principalmente de um inimigo!!!!!

sábado, 15 de janeiro de 2011



As rãs em busca de um rei

As rãs andavam amoladas porque viviam sem lei, por isso, pediram a Zeus que arranjasse um rei para elas.
Zeus percebeu a ingenuidade das rãs e jogou um toco de árvore  no lago.
No começo as rãs ficaram apavoradas com o barulho da água quando o toco caiu e mergulharam bem fundo.
Um pouco depois, vendo que o toco não se mexia, subiram para a superfície e escalaram o toco.
Aquele rei não prestava, pensaram, e lá se foram pedir outro rei para  Zeus.
Mas Zeus já tinha perdido a paciência e lhes mandou uma cegonha, que num instante devorou todas as súditas!!!!!!

*Saiba quando se dar por satisfeito!





O galo e a jóia


Um galo jovem e enérgico ciscava a poeira do chão quando encontrou uma jóia.
Convencido de que tinha achado uma coisa preciosa mas sem saber direito o que fazer daquilo, o galo ficou com ar importante e disse à jóia:
- Olhe, sei que você é uma coisa muito fina. Só que não é do meu gosto.
Para falar a verdade, eu preferia de longe um grão de deliciosa cevada!


*Às vezes, o que é precioso para um não tem valor para o outro!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Duas fábulas de Esopo


A Lebre e as Rãs

Dentro de sua toca, uma lebre refletia sobre a vida ( O que fazer numa toca , senão refletir?)
--- As pessoas medrosas são bem infelizes – pensava.--- Não aproveitam a vida. Sempre sustos, alarmes, desassossegos. É assim que eu vivo.
Esse medo maldito só me deixa dormir de olhos abertos.
Lembrou-se então de amigos que lhe diziam: “corrija-se”.
--- É fácil de dizer. O medo não corrige. Creio mesmo, sinceramente, que os seres humanos também têm medo.
Ao mesmo tempo que pensava, a lebre vigiava o que se passava ao seu redor: um sopro, uma sombra, tudo a apavorava.
Meditando assim, ouviu um pequeno ruído. Foi o sinal para sair correndo.
Perto, havia um brejo onde moravam muitas rãs. Estas, ao som de um animal se aproximando, atiraram-se no brejo, buscando abrigo nas grotas profundas.
-Oh! -- disse a lebre. – Pus tudo em debandada! Será possível que eu também amedronte alguém? Há animais que tremem diante de mim?
Nem podia acreditar.
--- É... convenceu-se afinal. – Não há covarde neste mundo que não possa encontrar outro covarde maior.

A RAPOSA E A CEGONHA

Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar.Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha com seu bico comprido mal pôde tomar uma gota. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.
Assim que chegou à casa da cegonha, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra.
Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: “Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro”.
Trate os outros como deseja ser tratado.