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quinta-feira, 5 de julho de 2012
O Galo e a Raposa (fábula de Esopo)
No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto,a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer.
Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
- Ó meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação de paz e harmonia universal entre todos os os tipos de bichos da terra, da água e do ar? Acabou esta história de ficar tentando agarrar oos outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desça já para a gente conversar com alma sobre a grande novidade.
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a raposa dizia , fingiu que estava vendo alguma coisa lá longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali adiante.
- Nesse caso é melhor eu ir embora, disse a raosa.
- O que é isso, prima? - disse o galo. Por favor, não vá ainda! Já estou descendo ! Não vá me dizer que está com medo dos cães nesse tempos de paz??!!
- Não, não é medo, disse a raposa, mas... e se eles ainda não estiverem sabendo da proclamação?????
***** cuidado com as amizades muito repentinas!!!!!
domingo, 6 de setembro de 2009
Duas fábulas interessantes
Sempre gostei muito das Fábulas, principalmente as de Esopo onde os bichos dizem tudo que os humanos não diriam!!!! Coloquei estas duas para que possamos recordar, mas não gosto de usar, principalmente com as crianças, "moral", porque cada um vai ter sua interpretação e fica muito mais interessante. Espero que gostem.

O SAPO E O BOI
Um dia o boi estava dando seu passeio da tarde, quando um pobre sapo todo mal vestido olhou para ele e ficou maravilhado.
Cheio de inveja daquele boi que parecia o dono do mundo, o sapo chamou os amigos.
- Olhem só o tamanho do sujeito! Até que ele é elegante, mas grande coisa, se eu quisesse também era.
Dizendo isso o sapo começou a estufar a barriga e em pouco tempo estava com o dobro do tamanho normal.
- Já estou grande que nem ele? – perguntou aos amigos sapos.
- Não, ainda está longe ! – responderam os amigos.
O sapo se estufou mais um pouco e repetiu a pergunta.
- Não – disseram de novo os outros sapos, e é melhor você parar com isso senão vai acabar se machucando.
Mas era tanta a vontade do sapo de imitar o boi que ele continuou se estufando, estufando estufando – até estourar.
Moral: Seja sempre você mesmo.
O LEÃO E O RATINHO
Um leão cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso apareceu o ratinho que ele salvara, e com seus dentes afiados roeu as cordas e soltou o leão.
Moral: Uma boa ação sempre ganha outra.

O SAPO E O BOI
Um dia o boi estava dando seu passeio da tarde, quando um pobre sapo todo mal vestido olhou para ele e ficou maravilhado.
Cheio de inveja daquele boi que parecia o dono do mundo, o sapo chamou os amigos.
- Olhem só o tamanho do sujeito! Até que ele é elegante, mas grande coisa, se eu quisesse também era.
Dizendo isso o sapo começou a estufar a barriga e em pouco tempo estava com o dobro do tamanho normal.
- Já estou grande que nem ele? – perguntou aos amigos sapos.
- Não, ainda está longe ! – responderam os amigos.
O sapo se estufou mais um pouco e repetiu a pergunta.
- Não – disseram de novo os outros sapos, e é melhor você parar com isso senão vai acabar se machucando.
Mas era tanta a vontade do sapo de imitar o boi que ele continuou se estufando, estufando estufando – até estourar.
Moral: Seja sempre você mesmo.
O LEÃO E O RATINHO
Um leão cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso apareceu o ratinho que ele salvara, e com seus dentes afiados roeu as cordas e soltou o leão.
Moral: Uma boa ação sempre ganha outra.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Duas fábulas de Esopo

A Lebre e as Rãs
Dentro de sua toca, uma lebre refletia sobre a vida ( O que fazer numa toca , senão refletir?)
--- As pessoas medrosas são bem infelizes – pensava.--- Não aproveitam a vida. Sempre sustos, alarmes, desassossegos. É assim que eu vivo.
Esse medo maldito só me deixa dormir de olhos abertos.
Lembrou-se então de amigos que lhe diziam: “corrija-se”.
--- É fácil de dizer. O medo não corrige. Creio mesmo, sinceramente, que os seres humanos também têm medo.
Ao mesmo tempo que pensava, a lebre vigiava o que se passava ao seu redor: um sopro, uma sombra, tudo a apavorava.
Meditando assim, ouviu um pequeno ruído. Foi o sinal para sair correndo.
Perto, havia um brejo onde moravam muitas rãs. Estas, ao som de um animal se aproximando, atiraram-se no brejo, buscando abrigo nas grotas profundas.
-Oh! -- disse a lebre. – Pus tudo em debandada! Será possível que eu também amedronte alguém? Há animais que tremem diante de mim?
Nem podia acreditar.
--- É... convenceu-se afinal. – Não há covarde neste mundo que não possa encontrar outro covarde maior.
Dentro de sua toca, uma lebre refletia sobre a vida ( O que fazer numa toca , senão refletir?)
--- As pessoas medrosas são bem infelizes – pensava.--- Não aproveitam a vida. Sempre sustos, alarmes, desassossegos. É assim que eu vivo.
Esse medo maldito só me deixa dormir de olhos abertos.
Lembrou-se então de amigos que lhe diziam: “corrija-se”.
--- É fácil de dizer. O medo não corrige. Creio mesmo, sinceramente, que os seres humanos também têm medo.
Ao mesmo tempo que pensava, a lebre vigiava o que se passava ao seu redor: um sopro, uma sombra, tudo a apavorava.
Meditando assim, ouviu um pequeno ruído. Foi o sinal para sair correndo.
Perto, havia um brejo onde moravam muitas rãs. Estas, ao som de um animal se aproximando, atiraram-se no brejo, buscando abrigo nas grotas profundas.
-Oh! -- disse a lebre. – Pus tudo em debandada! Será possível que eu também amedronte alguém? Há animais que tremem diante de mim?
Nem podia acreditar.
--- É... convenceu-se afinal. – Não há covarde neste mundo que não possa encontrar outro covarde maior.
A RAPOSA E A CEGONHA
Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar.Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha com seu bico comprido mal pôde tomar uma gota. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.
Assim que chegou à casa da cegonha, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra.
Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: “Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro”.
Trate os outros como deseja ser tratado.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O ratinho da cidade e o ratinho do campo
Certo dia um ratinho do campo convidou seu amigo da cidade para ir visitá-lo em sua casa no meio da relva.O ratinho da cidade foi, mas ficou muito chateado quando viu o que havia para jantar: grãos de cevada e umas raízes com gosto de terra.
Coitado de você, meu amigo! – exclamou ele. – Leva uma vida de formiga!
Venha morar comigo na cidade que nós dois juntos vamos acabar com todo o toucinho deste país!
E lá se foi o ratinho do campo para a cidade. O amigo mostrou para ele uma despensa com queijo, mel, cereais, figos e tâmaras. O ratinho do campo ficou de queixo caído.
Resolveram começar o banquete na mesma hora. Mas mal deu para sentir o cheirinho, pois a porta da despensa abriu e alguém entrou. Os dois ratos fugiram apavorados e se esconderam no primeiro buraco apertado que encontraram. Quando a situação se acalmou e os amigos iam saindo com todo o cuidado do esconderijo, outra pessoa entrou na despensa e foi preciso sumir de novo. A essa altura o ratinho do campo já estava desesperado.
- Até logo, disse ele. – Já vou indo. Estou vendo que sua vida é um luxo só, mas não serve para mim. É muito perigosa. Vou para minha casa, onde posso comer minha comidinha simples, mas em paz.
Moral: Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo o luxo do mundo com perigos e preocupações.
Nota: mesmo não sendo favorável a questão da Moral nas fábulas, pois acho que cada um deve fazer o julgamento que quiser quando estiver lendo, acho que é sempre bom o professor ou quem estiver contando a fábula, tentar discutir sobre o tema para ver como ele foi entendido, principalmente com as crianças, elas são espertas demais e sempre nos mostram uma nova interpretação para o que ouviram.
FÁBULAS
São narrativas nas quais seres irracionais e, algumas vezes, inanimados, são mostrados, com a finalidade de tentar dar instrução Moral aos ouvintes da época. Eram passadas oralmente. Simulam um agir e falar com interesses, inveja, desprezo, dissimulação,etc.A Fábula sempre afirma, explicitamente, uma verdade moral, não havendo significado oculto como nos Contos de Fadas, pouco sendo deixado à imaginação do ouvinte.
A Fábula é de estrutura bastante simplificada, mas é também, necessária às crianças, principalmente, para as que têm dificuldade de abstração, de memorizar, pois elas contêm códigos verbais de interesse imediato com suas lições de moral.
Elas são quase sempre sobre animais que falam, o que é natural, tendo em vista a época em que surgem, pois o homem vivia muito perto dos animais.
O maior Fabulista que se conhece é, sem dúvida nenhuma, ESOPO. As suas primeiras fábulas escritas que se têm notícia, datam do século III d.C . Suas fábulas costumam ser curtas e bem humoradas, transmitindo, em linguagem simples, mensagens sobre o cotidiano, com conselhos sobre lealdade, generosidade, e virtudes.
Suas personagens de sucesso são: A Raposa dissimulada; o Lobo errante; e o Leão orgulhoso, entre outros.
Após Esopo, o fabulista mais conhecido é, sem dúvida, La Fontaine, cujas Fábulas foram escritas em verso e prosa e nem sempre têm uma moral absoluta no final. Por ser da burguesia, contava suas fábulas na Corte, por isso, elas apresentam mensagens muito mais elaboradas em relação ao homem e seu comportamento, não deixando porém, de escrever sobre animais. Algumas fábulas atribuídas a ele devem ter sido, certamente compiladas de Esopo, mas isso não desmerece sua obra.
Uma das fábulas mais conhecidas “A Raposa e as Uvas” encontra-se escrita pelos dois.
A Raposa e as Uvas

Uma raposa estava com muita fome.
Foi quando viu uma parreira cheia de lindos cachos de uva.
Imediatamente começou a dar pulos, para ver se pegava as uvas. Mas era muito alta a parreira e, por mais que pulasse, a raposa não alcançava as uvas.
- Estão verdes – disse, com ar de desprezo.
E já ia seguindo o seu caminho quando ouviu um pequeno ruído.
Pensando que era uma uva caindo, deu um pulo para abocanhá-la. Era apenas uma folha e a raposa foi-se embora, olhando disfarçadamente para os lados. Precisava ter certza de que ninguém percebera que queria as uvas.
Também é assim com as pessoas: quando não podem ter o que desejam, finjem que não o desejam.
Nota: Alguns moralistas, como Rousseau e Lessing, condenaram a moral das Fábulas, pois as crianças vêem o lobo devorar o cordeiro, a raposa rir do corvo, o asno ser sacrificado diante do leão, mas La Fontaine dizia que visava reconciliar o homem consigo mesmo, ainda que ao preço de algumas ilusões.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Revivendo o Imaginário

Vivemos numa época que esqueceu da Fantasia e da Imaginação, duas de nossas faculdades mentais mais importantes. O exercício destas duas faculdades está totalmente desestimulado e desvalorizado.
Precisamos urgentemente reviver as fábulas, as lendas, os mitos e os contos de fadas. Eles são nossa fonte de poesia e nossa energia vital.
Reviver estes momentos da infância nos faz re-encontrar com fadas, bruxas, princesas, ogros, reis e tantos outros personagens do maravilhoso mundo encantado.
Vou levá-los a conhecer este mundo de ilusão com um pouco desta magia infantil.
Bem-vindos!
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