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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sobre Fadas




Entre as mais importantes descobertas feitas, está a do grande papel desempenhado pelo mundo Celta (no qual nasceram as Fadas), no processo de fusão que se deu, através dos séculos, entre Espírito Mágico dos povos primitivos e o Espírito Racionalista  que ordenou o mundo civilizado.
Os Celtas veneravam todas as sagradas manifestações da natureza e consideravam os rios e fontes lugares sagrados. A água  era reverenciada como a grande guardadora da vida. Foi na água que a Figura da Fada surgiu entre os Celtas.
Não há como determinar o exato momento temporal em que as Fadas teriam nascido.
As primeiras referências às Fadas, como personagens ou figuras reais, aparecem na literatura cortesã cavaleiresca de raízes Celtas surgida na Idade Média.
Sua primeira menção documentada em textos novelescos foi em língua latina:
FATA (oráculo/ predição) derivada de Fatum (destino/fatalidade).
Nas línguas modernas temos:
Fada (português)
Fata  (italiano)
Fée   (francês)
Fairy (inglês)
Feen (alemão)
Hada (espanhol)

As Fadas ou damas com poderes mágicos aparecem no mundo da literatura nas novelas de cavalaria. Tornam-se conhecidas como Seres Fantásticos ou Imaginários, de grande beleza, que se apresentavam sob a forma de mulher.
Eram dotadas de virtudes e poderes sobrenaturais , interferem na vida dos homens para auxiliá-los em situações limite.
Podem ainda encarnar o Mal e apresentam-se como o avesso da imagem natural, como BRUXAS.
Vulgarmente se diz  que Fada e Bruxa são formas simbólicas da eterna dualidade da mulher ou da condição feminina.
O nome Fada, vem do latim Fatum : o destino. Por essa vertente , elas descendem em linha direta das Parcas, que tecem nossa vida e interrompem sem aviso.
Elas foram as únicas divindades que sobreviveram ao Paganismo e se misturaram sem dificuldade às crenças cristãs.
Existem as Antifadas que vivem no conto eslavo, como BABA-YAGA, velha feia e corcunda , que geralmente se multiplica em três figuras exatamente iguais e mora numa cabana na floresta , que gira para todos os lados  e se ergue sobre quatro pés de galinhas.
A Fada, portanto ocupa um lugar privilegiado na aventura humana. O ser humano sempre precisou de Mediadores Mágicos para a realização de seus sonhos e ideais (fadas/ talismãs/ varinhas mágicas)
Mas há também os Opositores (gigantes/ bruxas/ feiticeiros) que atrapalham ou impedem esses sonhos.
Para alguns autores as Fadas são criaturas que pertencem aos quatro reinos elementais: Ar/ Terra/ Água / Fogo.
As Fadas do Ar dividem-se em Sílfides ou Fadas da Nuvens, que são criaturas altamente desenvolvidas , que vivem nas nuvens e que evoluiram da terra, da água e do fogo, sendo Fadas de inteligência elevada.
As Fadas do Vento e das Tempestades são espíritos dotados de poderosa energia, giram por cima das florestas.
As Fada do Fogo ou Salamandras habitam a região do subsolo vulcânico.

Fadas são realmente um capítulo especial para aqueles que se dedicam aos Contos de Fadas , por isso, devem ser sempre lembradas.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

AS FADAS ESTÃO DE VOLTA


Até os distraídos puderam notar que, entre as muitas curiosidades do nosso tempo caótico, dinamizado pela cultura cibernética, vem se sobressaindo a crescente onda de interesse pela literatura alimentada pela magia, pelo sobrenatural, pelo mistérioda vida, das forças ocultas. E, no rastro desses interesses, também as Fadas estão de volta, entrando não só nos lares, mas também nas escolas.
            Multiplicam-se nas livrarias as edições e reedições dos contos de fadas ou contos maravilhosos, lendas, mitos, clássicos antigos e modernos. O mercado oferece, em sedutoras edições ilustradas, toda uma literatura que parecia perdida no tempo: A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela ou a Gata Borralheira, Dom Quixote e muitos outros. Livros que parecem anacrônicos ao serem confrontados com este nosso ciberespaço, mas que são verdadeiras fontes de sabedoria.
            Não há dúvida de que estamos vivendo em um limiar histórico: entre uma ordem de valores herdada da tradição progressista (e hoje em pleno processo de superação/transformação) e uma desordem em cujo bojo um nova “ordem” está em gestação...(muito embora ainda não tenhamos idéia de como ela será!). É nesse limiar ou nessa fronteira que se situa o papel formador desses livros antigos. Portanto, longe de serem vistos como algo superado ou mero entretenimento  infantil, precisam urgentemente ser redescobertos como fonte de conhecimento de vida. E, nesse sentido, descobertos como auxiliares fecundos na formação  da mente dos novos , dos “mutantes” que já estão chegando e precisam ser preparados para atuar no amanhã, que está sendo semeado no hoje...
            Sabemos que, para realizarmos a urgente tarefa da reestruturação das atuais formas de educação, seria quase preciso que tivéssemos uma varinha de condão, tais
o gigantismo e as dificuldades com que ela se apresenta. Isso porque não se trata apenas de alterar  métodos ou estruturas, mas transformar Mentalidades.
            E como fazê-lo? Como orientar hoje os novos construtores  do mundo de amanhã? Um dos recursos é redescobrir a literatura arcaica, as palavras-de-origem (como os contos de fadas), e por meio dela refazer o caminho de ontem e estimular , ao mesmo tempo , o poder mágico que existe  no próprio ser humano: o Conhecimento.
Literatura é ato de relação do eu com o outro e com o mundo. Os tempos mudam incessantemente, porém a natureza humana permanece a mesma.


*******Este texto foi tirado de um excelente livro da Nelly Novaes Coelho – “O Conto de Fadas” – editora Paulinas
Ela nesse livro pretende oferecer como uma espécie de “seta orientadora” para pais, professores, avós...que assumiram a tarefa de guias dos pequenos ou adolescentes no caminho do Conhecimento que leve à auto realização de cada um como parte consciente e atuante do todo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Conto de Fadas versus Conto Maravilhoso



O que entendemos por “conto de fadas” é o mesmo que Vladimir Propp denominou “conto maravilhoso”, em função da onipresença de algum elemento mágico ou fantástico nessas histórias. Contos de fadas não precisam ter fadas , mas devem conter algum  elemento extraordinário, surpreendente, encantador. 
Maravilhoso provém do latim mirabilis, que significa  admirável, espantoso, extraordinário, singular. Muitos optaram por essa denominação justamente por  conta da vastidão de personagens e fenômenos mágicos , absurdos ou fantasiosos que podem povoar os reinos encantados .
Mas a sabedoria popular manteve as Fadas como representantes desse reino.
As fadas já foram associadas às Moiras, imaginadas com uma roca nas mãos , que conteria o fio de nosso destino, como uma espécie de parteiras mágicas , que possibilitam a vida e definem os seus percalços .
As fadas seriam herdeiras das sacerdotisas de ritos ancestrais , já que a elas é resevada a função  de veicular a magia.
O elemento fantástico presente como Maravilhoso nessas narrativas cumpre a função de garantir que se trata de outra dimensão, de outro mundo, com possibilidades e lógicas diferentes. A festa começa quando pronunciadas as palavras  mágicas Era uma vez...como senha de entrada!
Infelizmente a tradição oral cedeu espaço ao império das imagens, pois hoje tudo que se diz deve ser ilustrado .
Perdeu-se muito pois,  os sons, os silêncios, a entonação e a capacidade dramática , dos contadores de histórias foram substituídos pela televisão, o cinema e os livros ilustrados  e em quadrinhos.
A maioria dos contos de fadas é provável que esteja irremediavelmente esquecida .
Os contos de fadas  que conhecemos, devem a sua sobrevivência aos flocloristas que nos legaram suas versões , através de compilações , e nos fizeram conhecer essas tramas tão antigas. Porém nunca devemos deixar de contar uma história oralmente, pois só assim as crianças podem sonhar e realizar quem são e como são os personagens dessa história.
 Isso é mágico!!!!