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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rumpelstilskin



Rumpelstiltskin é o personagem homônimo e principal antagonista de um conto de fadas originado na Alemanha (onde ele é conhecido como Rumpelstilzchen). O conto foi coletada pelos Irmãos Grimm, que inicialmente publicaram na edição de 1812 de Children's and Household Tales (Contos para a infância e para o lar), sendo revisado em edições posteriores.
História;
Para impressionar o Rei , com o objetivo de fazer o príncipe casar com a sua filha, um moleiro bastante pobre mente e diz que ela é capaz de fiar palha e transforma-la em ouro. O Rei chama a moça, fecha-a numa torre com palha e uma roda de fiar, e exige-lhe que ela transforme a palha em ouro até de manhã, durante três noites, ou será executada. Algumas versões dizem que, se ela falhasse, seria empalada e depois cortada em pedaços como um porco, enquanto outras não são tão gráficas e dizem que a moça ficaria fechada na torre para sempre. Ela já tinha perdido toda a esperança, quando aparece um duende no quarto e transforma toda a palha em ouro em troca do seu colar; na noite seguinte, pede-lhe o seu anel. Na terceira noite, quando ela não tinha nada para lhe dar, o duende cumpre a sua função em troca do primeiro filho que a moça desse à luz.
O Rei fica tão impressionado que decide se casar com ela, mas quando nasce o primeiro filho do casal, o duende regressa para reclamar o seu pagamento: "Agora dá-me o que me prometeste". A Rainha ficou assustada e ofereceu-lhe toda a sua riqueza, se este a deixasse ficar com a criança. O duende recusa, mas por fim aceita desistir da sua exigência,mas cria outra exigência: se a Rainha conseguisse adivinhar o seu nome em três dias. No primeiro dia, ela falhou, mas antes da segunda noite, o seu mensageiro ouve o duende a saltar à volta de uma fogueira e a cantar. Existem muitas variações da canção, mas a mais conhecida é:

Hoje eu frito, amanhã eu cozinho!
Depois de amanhã será meu o filho da rainha!
Coisa boa é ninguém saber
Que meu nome é Rumpelstiltskin!
Quando o duende foi ter com a Rainha no terceiro dia, ela revela o nome dele, Rumpelstiltskin, e ele perde o seu negócio. Rumpelstiltskin foge zangado e nunca mais regressa. O final foi revisto numa edição de 1857 para uma versão mais macabra onde Rumpelstiltskin, cego de raiva, se divide em dois. Na versão oral dos Irmãos Grimm, o duende voa da janela numa panela.


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sábado, 23 de junho de 2012

O Galinho de Ouro (conto russo)




O rei Dadon era um tzar valente e famoso pelas muitas campanhas e batalhas ganhas de inimigos e vizinhos. Mas, quando começou a envelhecer, o tzar, fatigado, resolveu descansar das lutas, e se entregar a uma vida tranquila e sossegada. Porém, os inimigos, percebendo isso, começaram a perturbá-lo, atacando o seu reino por um lado  e por outro, causando muito prejuízo. Até que o tzar, não suportando mais os ataques, mandou chamar o famoso sábio, um velho astrólogo e advinho, para lhe pedir conselhos.
O mago chegou, apresentou-se, ouviu a queixa do tzar, e sem demora tirou da sua sacola um galinho de ouro, e disse:
- Magestade, manda colocar esta ave na ponta da agulha da mais alta torre do teu castelo. Este galinho de ouro será teu fiel guarda e sentinela. Se tudo em volta estiver em paz, ele ficará quieto no seu posto de observação. Mas, se qualquer perigo ou surpresa desagradável estiver se preparando para ti, bem antes do acontecimento o galo de ouro acordará, baterá as asas e se voltará para o lado de onde virá a ameaça, soltando um sonoro cocoricó, e tu poderás te preparar para qualquer emergência
O tzar agradeceu ao mago e disse, ao despedir-se dele:
- Por este grande serviço, eu prometo cumprir o teu primeiro desejo, qualquer que ele seja ele, ó sábio mago.
- Quando  chegar esse dia, tu saberás o meu desejo tzar, disse o mago e foi-se embora.
E, daquele dia em diante  o galinho de ouro ficou bem quieto no seu posto de observação, no alto da torre.
Um ano transcorreu em paz, depois outro e mais outro. Mas um belo dia o tzar Dadon, que descansava no seu leito real, foi despertado pelo sonoro cocoricó do galinho de ouro, que batia as asas e se virava para o lado do Oriente. O tzar imediatamente mandou seu filho  mais velho para aquele lado, à frente de um forte exército. O galinho aquietou-se e se calou.
Passados oito dias, o filho do tzar não voltava, e nem mandava notícias. E, de repente, o galinho de ouro  agitou-se e cocoricou de novo, anunciando perigo iminente, do mesmo lado.
O tzar , alarmado, enviou  o seu segundo filho, à frente de outro exército, para o Oriente, a fim de resgatar o irmão mais velho. Aí o galinho se aquietou de novo.
Passaram mais oito dias sem notícias, e o galinho começou novamente a cocoricar o alarme.O tzar resolveu então, partir ele próprio em busca dos filhos, com seu terceiro exército.Andaram por vários dias sem vestígios de ninguém, até que chegaram     a um vasto e descampado lugar onde no meio se erguia uma grande e rica tenda de seda. Na frente da tenda estavam seus dois filhos mortos com suas espadas cravadas no peito um do outro.Mortos em duelo. Assim como os dois exércitos estavam dizimados. O tzar ficou desesperado e, de repente, a tenda se abriu  e de dentro dela surgiu uma donzela lindíssima . Sem uma palavra, ela olhou para o tzar e, com um sorriso radioso, tomou-o pela mão e o levou para dentro da tenda. O tzar deslumbrado com sua beleza esqueceu as mágoas e os filhos, e passou uma semana inteira na tenda da princesa.
Finalmente, ao fim de oito dias , o tzar empreendeu o caminho de volta à sua capital, com o seu exército, levando consigo a esplendorosa princesa com a qual queria casar-se.
O povo recebeu o tzar com grande festa e, no meio da multidão festiva, quem o aguardava era o velho mago que lhe dera o galinho de ouro.
O tzar cumprimentou-o e disse:
- Sou infinitamente grato pela alegria e felicidade que te devo.
- Salve magestade, disse o mago. Ainda te lembras do nosso trato? Prometeste , pelos meus serviços, satisfazer o meu primeiro desejo, qualquer que fosse ele. Eu lhe disse que quando chegasse a hora tu saberias qual seria. Pois esse dia chegou, ó tzar!
- E qual é o teu desejo? Perguntou o tzar? Fala, palavra de rei não volta atrás.
- O meu desejo, ó tzar, é que me dês de presente a princesa oriental que trouxeste contigo.
- O quê????exclamou o tzar, será que enlouqueceste, velho???
- Não enlouqueci nem estou possuído por nenhum demônio, estou só cobrando a promessa que me fizeste e disseste que palavra de rei não volta atrás!.
- É verdade que eu fiz esta promessa e quero cumprir, mas tudo tem limite! Para que queres a donzela, esqueceste com quem está falando?gritou o tzar irritado. Podes fazer qualquer pedido em ouro, jóias, preciosidades do meu reino ...
-Não quero nada disso, interrompeu o mago, quero ver cumprido o meu primeiro desejo, a princesa oriental.
O tzar ficou furioso e disse:
- A resposta é Não!!! E mais, agora não receberás mais nada de mim, saia da minha frente seu velho atrevido!
O velho mago ofendido e indignado queria falar, mas recebeu um violento golpe com o cetro do tzar e caiu morto, e a princesa ria as gargalhadas para espanto de todos.
O tzar estava tão apaixonado que não achou nada de mais as suas risadas!
Súbito ouviu-se na praça um barulho estranho e diante dos olhos de toda a capital, o galinho de ouro se alvoroçou, bateu asas, soltou-se da agulha da torre e desceu rapido, dando uma bicada na cabeça do tzar e voou sem ninguém poder fazer nada.
O tzar no mesmo instante soltou um gemido e caiu no chão sem vida.
A princesa...sumiu sem deixar rastro, com se não tivesse existido!!!!!!!

****promessas devem ser cumpridas, mas combinar antes é sempre bom!!!!!!!!






quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Rei Barba-de-Melro




Um rei tinha uma filha que era muito linda, mas tão orgulhosa e arrogante que nenhum pretendente a satisfazia. Ela recusava um após outro e ainda zombava deles.
Certa vez, o rei mandou dar uma grande festa, para a qual convidou os homens casadouros de todos os países, próximos e distantes. Todos foram colocados em fila , por posição e categoria: primeiro os reis, depois os duques, os príncipes, os condes, os barões e, por fim os fidalgos.
A princesa passou a fileira em revista, mas achava algum defeito em cada um deles. Mas divertiu-se especialmente à custa de um jovem rei, que tinha o queixo um pouco torto.
- Ora vejam, exclamou ela rindo, este aqui tem queixo como o bico de melro. O rei ficou assim apelidado de queixo-de-melro.
O rei ficou muito zangado com os insultos da filha para os pretendentes e jurou  que ela se casaria com o primeiro mendigo que aparecesse diante de sua porta.
Alguns dia depois, um músico ambulante começou a cantar embaixo da janela da princesa para ganhar uma esmola. Quando o rei ouviu mandou que ele entrasse.
O músico cantou para o rei e sua filha e quando terminou pediu uma humilde doação.
O rei falou: - teu canto me agradou tanto, que quero dar-te a minha filha em casamento.
A princesa se assustou, mas o rei disse:
- Eu fiz o juramento de te dar ao primeiro mendigo e vou cumprir!
Um padre foi chamado e ela teve de casar imediatamente com o mendigo.
O rei então falou: Agora não fica bem que tu , a mulher de um mendigo, continue a viver no meu palácio. Podes partir com o teu marido.
O mendigo levou-a embora e ela teve de seguí-lo a pé.
Quando chegaram a um bosque, ela perguntou:
- A quem pertence este lindo bosque?
“O rei barba-de-melro é o dono seu,
Se o tivesses aceito, seria teu!”
A princesa retrucou:
“Ai de mim, não estaria eu neste estado,
Se o rei barba-de-melro eu tivesse aceitado!”
Passaram depois por uma grande cidade, e ela perguntou de novo: - A quem pertence esta linda cidade?
“O rei barba-de-melro é o dono seu,
Se o tivesses aceito, seria teu!”
A princesa disse :
“Ai de mim não estaria eu neste estado,
Se o reio barba-de-melro eu tivesse aceitado!”
Não me agrada nem um pouco, disse o mendigo, que tu estejas desejando outro homem para marido, não sou bastante bom para ti?
Finalmente chegaram a uma pequena casinha e ela perguntou:
“Meu Deus, que casinha pequenininha!
A quem pertence esta casinha?”
O músico-mendigo respondeu:
- A casa é minha e tua, nós vamos viver juntos nesta casa.
Ela teve que se curvar para passar pela porta baixinha e perguntou:
- Onde estão os criados?
- Que criados? Disse o mendigo. Terás que fazer sozinha o que quiseres ver feito. Acende já o fogo e põe água para ferver , para cozinhar minha comida. Estou muito cansado.
A filha do rei não entendia de acender fogo e cozinhar, foi o mendigo que teve que fazer o que era preciso. Terminada a pequena refeição , foram dormir e pela manhã logo cedo ele a tocou para fora da cama para que cuidasse da casa.
Durante alguns dias eles viveram mal e mal, e as provisões acabaram. O marido disse:
- Mulher, não temos mais nada, tu terás que fazer cestas.
Ele trouxe juncos e ela começou a trançar , mas os juncos feriram suas delicadas mãos.
_ Estou vendo que isso não dará certo, disse o marido, é melhor começares a fiar.
A princesa sentou-se para fiar, mas a linha áspera cortou seus dedos macios que começaram a sangrar.
- Estás vendo, disse o marido, não serves para nada, fiz um mau negócio . Vou tentar outro negócio. Você vai para o mercado para vender potes.
Ai de mim, pensou ela, se no mercado aparecessem pessoas do reino do pai e a vissem ali iam zombar dela. Porém de nada adiantou, ela teve que ir. Da primeira vez compraram  as mercadorias e pagavam o q ela pedia, pois era muito bonita. Muitos nem levavam as vasilhas.  Eles aí viveram um tempo com o que ganharam.
Passado um tempo o marido mandou que ela vendesse mais potes no mercado.  De repente, chegou galopando um sujeito embriagado e meteu o cavalo bem no meio dos potes, quebrando tudo. Ela começou a chorar. – Ai de mim, o que será que meu marido vai dizer? Correu para casa para contar a desgraça que lhe acontecera.
- Para de chorar, disse ele. Eu estive no castelo do nosso rei e você vai trabalhar lá como servente e em paga terá comida de graça.
Ela tornou-se servente de cozinha, comia a sua parte e levava nos bolsos um pote para o marido.
Pouco tempo depois foi anunciado o casamento do filho mais velho do rei. Ela foi olhar no salão para ver o que acontecia Quando as luzes se acenderam e as pessoas começaram a chegar ela pensou tristemente no seu destino e  na sua arrogância que só fazia humilhar a todos .
De repente, na festa entrou o filho de um rei. Trajava bela vestimenta. Quando a viu parada na porta, agarrou-a pela mão para que ela fosse dançar com ele. Ela recusou assustada, pois viu que era o rei barba-de-melro que ela desdenhara com zombarias.
Sua resistência de nada adiantou, pois ele levou-a para o salão. Quando dançavam os potinhos que ela levava com comida para o marido caíram no chão e todos começaram a rir dela . Saiu correndo tentando fugir, mas o homem a agarrou e trouxe de volta, ela o encarou e viu de novo o rei barba-de-melro.
-Ele lhe disse gentilmente:
- Não tenhas medo, eu e o músico com quem moras naquele casebre somos a mesma pessoa. Foi por amor a ti que eu me disfarcei assim. Quem jogou o cavalo quebrando as vasilhas também fui eu. Fiz tudo isso para castigar sua arrogância .
Então, ela chorou amargamente e disse:
- Eu fiz muito mal e não sou digna de ser sua esposa, mas ele retrucou:
- Consola-te, os dias amargos já passaram , agora vamos celebrar nssas bodas.
Vieram as camareiras e vestiram-na com lindos trajes, veio seu pai e toda a corte  para lhes

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Princesa Marya e Blênio (resgate de um príncipe) Conto da Sibéria


Este conto é muito importante para que possamos aprender a só ter aquilo que merecemos na hora certa. Nunca devemos querer mais do que a vida ou a "mágica" pode nos dar. É muito lindo um amor desses. Há porém, uma semelhança com o conto "Eros e Psiquê" onde ela também tem que resgatá-lo por ter sido precipitada.


Certa vez, numa terra muito distante, vivia uma princesa tão bela que muitos príncipes vieram pedir sua mão em casamento. Mas seu pai, o czar, recusou-os todos, achando que nenhum era bom o bastante para ela. Um dia, um velho pergunto ao czar, se seu filho poderia casar-se com a princesa.
- Quem é seu filho?, perguntou o czar.
- Majestade, respondeu o velho, “meu filho é um blênio”.
Mas esse é um peixe que vive no fundo do rio!, o czar exclamou. O que você está dizendo é ridículo!
Sim, de fato, persistiu o velho. Durante muitos anos minha mulher e eu sofremos porque não tínhamos filhos. Então, certo dia, enquanto eu pescava, encontrei Blênio na ribanceira do rio. O peixe pediu-me que lhe poupasse a vida e prometeu que seria um filho para mim e minha esposa, e então o levei para casa. Agora, como ele cresceu, pediu-me que lhe arranjasse o casamneto com sua filha.
Por que eu deixaria que a princesa se casasse com ele?, perguntou o czar.
Naquele momento, detrás de uma cortina, a filha se manifestou.
- Pai, por que você não dá uma tarefa ao Blênio? Se ele obtiver êxito, casar-me-ei com ele, mas se ele fracassar, será morto. É assim que os russos fazem, disse ela.
O czar pensou por um instante. Bom, meu velho, o seu filho pode se casar com minha filha se ele construir um novo palácio para ela, melhor que o meu. E deve fazer isso atá amanhã de manhã, do contrário cortar-lhe-ei a cabeça e a sua também, para que sirva de lição!
O velho quase morreu de terror, mas ao voltar para casa e contar ao filho qual era a exigência do czar, Blênio disse: Não tema pai. Vá dormir, e “amanhã veremos o que tivermos de ver”.. Naquela noite, Blênio deslizou até a porta da casa, saltou o muro, e transformou-se num lindo rapaz. Ergueu um bastão de ferro e fincou sua ponta no chão. Instantaneamente, surgiram trinta homens armados que lhe perguntaram: Qual é o seu desejo?
Construam-me um palácio vizinho ao do czar, ainda mais belo que o dele.
Os homens responderam que fariam o serviço e ele voltou para casa como peixe. Na manhã seguinte, ele acordou o pai e disse: Pegue um machado, vá ao palácio do czar, depois volte e diga-me o que viu.
O velho fez o que o filho pediu e não conseguiu acreditar no que seus olhos viam. O palácio era mais lindo do que o do czar e o velho pegou o machado e atingiu suas paredes, mas nem uma só lasca saiu das paredes. Voltou para casa e disse o que vira ao filho.
Agora, disse o filho,vá até o czar e peça a mão de sua filha, novamente.
Nesse ínterim, o czar tinha visto o novo palácio e ficou intrigado. Pensou: - “O filho deste velho não é um homem comum!” Entretanto, odiava a idéia de sua filha casar-se com um peixe. Quando o velho chegou, o czar disse: - Tenho outra tarefa para seu filho. Ele deve construir uma igreja , tão linda como a catedral. E tem que construir três pontes : uma que vá da velha catedral até a nova, outra da nova igreja até o palácio e a terceira da minha casa até o palácio dele. Se ele não construir até amanhã vocês morrerão.
O velho tremeu e pensou: - Eu devia ter matado Blênio no rio! Mas quando contou ao filho a nova tarefa ele sorriu e disse: - Não tema pai. Vá dormir e “amanhã veremos o que tivermos de ver.”
Naquela noite, depois do velho ir dormir, ele novamente saiu de casa e virou um rapaz e quando seus homens apareceram ele mandou que construissem a catedral e as três pontes. Ele voltou para casa e foi dormir.
No dia seguinte ele acordou o pai e disse novamente para ele pegar o machado e ir até o palácio do czar. O velho foi, e quando chegou perto viu a linda catedral que fora erguida e as três pontes. O velho tentou atingir a Igreja com o machado, mas nem uma só lasca saiu. Voltou para casa contando tudo para o filho.
Meu pai, vá até o palácio e veja o que o czar dirá desta vez. Quando chegou, o velho viu o czar admirando assombrado a catedral e as três pontes. Mas ele disse ao velho que tinha uma última tarefa para seu filho. Diga a ele que quero que me traga um trenó e três cavalos melhores do que todos os que possuo.Se ele conseguir casar-se-a com a princesa, mas se fracassar terão as cabeças cortadas. Mas quando o velho voltou para casa e contou ao filho este sorriu e mandou o pai dormir. “Amanhã veremos o que tivermos de ver.”
Mais tarde, saiu de casa e ordenou aos seus homens que achassem um trenó com três cavalos mais maravilhosos do que os do czar.
No dia seguinte, ele novamente acordou o pai e mandou que ele fosse até o palácio e depois voltasse para contar o que vira.O velho quando chegou perto, viu assombrado o trenó com os três lindos cavalos. Ele voltou para casa e contou ao filho, que mandou que ele voltasse e pedisse a mão da princesa. O czar que já tinha visto o trenó, declarou que como seu filho cumpriu as tarefas, eu manterei minha promessa. Traga-o até aqui e a princesa se casará com ele, hoje mesmo, não importando o que o povo diga.
O velho correu para casa e contou as novidades ao filho, e este lhe disse: - Coloque-me num saco e leve-me até o palácio para a festa de casamento. Todos riam porque a princesa ia se casar com um peixe. O velho chegou ao palácio e colocou Blênio numa banqueta, aí começou a comemoração das bodas. Por fim, foram todos para a Igreja onde os dois se casaram. Depois das festas o casal recolheu-se à sua nova casa.
Eles viveram juntos por três anos, mas toda noite Blênio transformava-se num rapaz. A cada manhã ele voltava a ser peixe, só a princesa sabia da verdade.
Certa manhã a princesa acordou mais cedo e sentiu-se sozinha e triste, pois todos riam dela por ter se casado com um peixe. Ela teve uma idéia. Resolveu queimar a pele de peixe do marido antes que ele acordasse, assim ele ficaria homem para sempre. Ela queimou o traje e quando entrou no quarto, seu marido havia sumido. Naquele mesmo instante, um pequeno pássaro entrou voando pela janela.
Que pena, princesa Marya, disse a ave. Se você tivesse esperado mais três dias, seu marido teria ficado livre de um feitiço. Teria ficado humano para sempre, mas agora você o perdeu. Falou e saiu voando pela janela.
Ela ficou desesperada pensando porque tinha feito aquilo. Durante uma semana ela sofreu, mas depois levantou-se e jurou que iria em busca do marido e o salvaria. Naquele mesmo dia saiu do palácio, partindo sem saber para onde. Sua única pista era a avezinha. Quando chegou nos limites da cidade ela encontrou uma velha debruçada numa janela de uma pequena cabana.
- Por que esse ar tão triste, princesa Marya?, perguntou a velha.
- Estou procurando por meu marido. Queimei a pele dele e o perdi para um feitiço.
Você jamais irá encontrá-lo viajando do modo como está. Volte para casa e peça ao ferreiro que lhe prepare três pares de botas de ferro, três chapéus de ferro e três pães de ferro. Então volte aqui e eu lhe direi onde ir em busca do seu marido.
A princesa agradeceu pelos conselhos da velha e voltou para casa. Pediu aos ferreiros que fizessem tudo que a velha mandara. Depois ela foi encontrar-se com a velha. Hoje está muito tarde para você seguir viagem, disse a velha. Jante comigo e descanse. Amanhã poderá partir. No dia seguinte, ao amanhecer, a velha ofereceu-lhe alguns conselhos.
Depois de sair daqui, procure um grande buraco na terra , disse a velha. Quando chegar ao abismo, coloque um dos pares de botas, um dos chapéus e coma um pão. Então desça. Você encontrará lá muitas pessoas gritando, cantando e chorando, e elas lhe pedirão que fique com elas, entretanto você deve seguir em frente sem demora. Se parar, jamais sairá desta caverna. Quando tiver gasto os três pares de botas, os três chapéus e comido os três pães de ferro, chegará ao fim da passagem. Do outro lado vive minha irmã, e ela lhe dirá o que fazer a seguir.
A princesa ficou hororizada por tudo que teria que passar, mas agradeceu e partiu. Depois de muito andar, seu caminho terminou repentinamente na beira de um abismo. Ela espiou lá embaixo e não viu o fim. Destemida ela colocou o par de botas, o chapéu e comeu um pão de ferro. Depois começou a descer no vazio. Desceu, desceu, desceu, até que chegou num túnel sombrio. Lá ouviu pessoas que gritavam, cantavam e choravam, as quais lhe pediam que ficasse com elas. Mas ela os ignorou e foi em frente. A cada passo ela sangrava , pois o chão tinha lâminas de ferro e penduradas no teto também havia lanças de ferro, e sua cabeça as tocava e fios de sangue corriam em seu rosto.
Conforme ela afundava, mais e mais na escuridão, mais estridentes eram os gritos à sua volta. Ela lutou muito e, quando comeu seu derradeiro pão, usou o último par de botas e o último chapéu, viu um lampejo de luz ao longe. Chegou no final da caverna e arrastou-se até a luz do sol e despencou numa encosta gramada. Por uma semana ficou imóvel, fraca demais para se movimentar.Levantou-se ainda enfraquecida e andou aos tropeções, chegando numa casa que bateu na porta. Baba Yaga, a grande bruxa apareceu para recebê-la.
- Princesa Marya! Aonde vai nesse estado? Minha irmã deve tê-la mandado aqui!
Marya contou o que acontecera com seu marido por sua culpa, mas que por amá-lo muito estava a sua procura.
Baba Yaga suspirou, e disse: Já se passaram dez anos desde que seu marido passou por minha casa. Agora ele é humano, mas nesse intervalo, casou-se com a filha do Rei de Fogo e agora vive com ela em seu palácio. Eu lhe direi como encontrá-lo e conquistá-lo de novo, mas antes descanse e coma.
Por uma semana a princesa ficou com BabaYaga, recuperando as forças. Então a bruxa lhe disse: Chegou a hora de você ir ver seu marido.Eis o que você deve fazer. No jardim em torno do palácio em que ele vive, há uma pequena encosta. Sente-se no chão gramado desse morro e penteie-se com este pente de ouro. A filha do rei sairá do palácio ao vê-la e pedirá para comprar o pente de ouro. Ela estará acompanhada de duas mulheres, e elas têm exatamente a mesma aparência. Por isso, você deve cuidar para escolher a mulher certa, que será a do meio. Diga-lhe que você troca o pente por uma noite a sós com Blênio, mas não lhe dê o pente antes de estar com seu marido.
A princesa Marya agradeceu a BabaYaga pela sua ajuda e saiu da casa dela.
Chegou a um grande palácio, parou à entrada do jardim e sentou-se na encosta gramada. Começou a pentear os cabelos e logo as três mulheres acercaram-se dela. A do meio exclamou: - Nunca vi pente tão lindo. Você o venderia para mim? Posso pagar do jeito que você quiser.
Não o vendo por dinheiro, mas posso trocá-lo por outra coisa.
O que você deseja? , perguntou a outra . Ela disse: Apenas passar uma noite sozinha com seu marido.
Ora , isso não é nada, disse a filha do rei. Você pode fazê-lo hoje mesmo. Agora dê-me o pente.
Não disse Marya, ele será seu somente quando eu pisar dentro do quarto do seu marido.
Muito bem, disse a outra. Vamos, venha comigo. Chegando à porta do palácio ela entrou, e deixou Marya esperando, mas logo depois reapareceu. Você pode vir comigo agora e guiou a moça para o quarto. Pegou o pente de ouro das mãos de Marya e deixou-a sozinha com Blênio. Marya correu até o marido e chamou-o pelo nome, mas ele estava dormindo e não se moveu. Ela chorou e contou-lhe, mesmo assim, da longa viagem que vinha fazendo para encontrá-lo, mas nem assim ele se mexeu.Quando amanheceu a mulher expulsou a moça do quarto.
Marya voltou até BabaYaga, com o coração partido e desencorajada, e por uma semana ela chorou. Então, BabaYaga deu-lhe um lindo anel de ouro. Use esse anel e vá novamente ao palácio e sente-se no jardim. As três mulheres virão novamente até você e a do meio vai querer comprar o anel. Faça igual da outra vez, mas só entregue o anel quando estiver dentro do quarto. Assim ela fez e a mulher levou-a até seu marido. Ela novamente chamou-o pelo nome, mas ele dormia e não se mexeu. Mais uma vez a mulher colocou-a para fora do quarto e do palácio.
Ela voltou até BabaYaga dizendo que fracassara mais uma vez. A bruxa disse que a outra dera uma poção para que ele dormisse porque era esperta. Mas a bruxa não deixou que ela desistisse e tirou do armário um lenço muito bonito. Disse que essa seria a última chance dela recuperar o marido. Use este lenço e faça tudo como das outras vezes, mas se você não conseguir acordá-lo nada mais posso fazer por você. Esta é a última vez que a ajudo.
Marya agradeceu e seguiu seu rumo. Como antes , tudo aconteceu igual, mas Marya disse que só daria o lenço quando estivesse do lado do rapaz. Mais uma vez ele dormia e ela não conseguia acordá-lo. Quando amanheceu ela estava desesperada e chorou muito, mas naquele momento que a outra já a expulsava do quarto, uma lágrima dela caiu no rosto de Blênio que acordou sobressaltado.
A mulher gritava para que Marya saísse do quarto, mas quando ele a viu em pé ao seu lado logo a reconheceu e disse:” finalmente você chegou!”
A mulher gritava para tirar Marya do quarto, mas ele disse que a deixasse ficar. Ela é Marya minha primeira e verdadeira esposa. Ele abraçou-a e ela lhe contou por tudo que passara desde que ele desaparecera.
Blênio reuniu todos os anciãos do reino, ofereceu um festa e perguntou-lhes: Qual destas mulheres é minha verdadeira esposa? A que arriscou a vida para me encontrar, usando botas, chapéus e comendo pães de ferro, ou a que me trocou por um pente, um anel e um lenço? Os anciãos responderam que sua verdadeira esposa era Marya, e é com ela que você deve viver.
Blênio concordou e voltando-se para Marya chamou-a para voltarem para casa. Ele pegou uma pequena caixa enferrujada e disse: Marya feche os olhos. Assim ela o fez, e no mesmo instante sentiu um vento soprando em seu rosto, ele aí sussurrou: Agora pode abrir os olhos. Quando ela olhou em volta, ficou atônita. Eles estavam num campo ao ar livre, e diante deles uma cidade fervilhava.
-Você reconhece esse lugar? ,disse ele.
- Sim, penso que sim.
- É o reino do seu pai disse ele, enquanto abria de novo a caixa.
Marya desfaleceu e acordou no palácio que fora construído por Blênio para conquistá-la. Ao seu lado estava seu marido dormindo. Alguns instantes depois ele acordou e disse: Você me deu três tarefas antes de casarmos, essa é a razão de você ter sofrido tanto. Porém, agora estamos juntos mais uma vez. Enquanto os dois se abraçavam, os pais de Blênio entraram, seguidos pelos pais de Marya. Todos comemoraram juntos o reencontro dos dois, com uma grande festa

sexta-feira, 20 de março de 2009

A dança das 12 princesas- irmãos Grimm



Era uma vez um rei que tinha 12 filhas muito lindas. Dormiam em 12 camas, todas no mesmo quarto, e, quando iam para a cama, as portas eram todas fechadas à chave. Todas as manhãs, porém, os seus sapatos tinham as solas gastas, como se tivessem dançado com eles toda a noite, mas ninguém descobria como isso tinha acontecido.
Então, o rei fez saber por todo o país, que se alguém pudesse descobrir o segredo, e saber onde é que as princesas iam dançar à noite, casaria com aquela de quem mais gostasse e seria rei, depois dele morrer. Mas quem tentasse descobrir isso, e ao fim de três dias e três noites não conseguisse, seria morto.
Apresentou-se logo o filho de um rei. Foi muito bem recebido e à noite levaram-no para o quarto ao lado onde dormiam as princesas. Ele tinha que ficar sentado para ver se descobria, onde elas iam dançar, e, para que nada se passasse sem ele ouvir, deixaram-lhe a porta do quarto aberta. Mas o rapaz em pouco tempo adormeceu, e, quando acordou de manhã, viu que as princesas tinham dançado de noite, porque as solas dos sapatos delas estavam cheias de buracos. O mesmo aconteceu nas duas noites seguintes e, por isso, o rei ordenou que lhe cortassem a cabeça. Depois dele vieram muitos outros, mas nenhum deles teve melhor sorte, e todos perderam a vida da mesma maneira.
Aconteceu que um velho soldado atravessava o país onde esse rei reinava. Ao atravessar a floresta, encontrou uma velha, que lhe perguntou para onde ele ia.
“Quero descobrir onde é que as princesas dançam, e assim posso vir a ser rei.”
Bem, disse-lhe a velha, isso não custa muito. Basta que tenhas cuidado, e não bebas nada do vinho que uma das princesas lhe trará à noite, e logo que ela se afaste deves fingir que está pegando no sono. A seguir a velha deu-lhe uma capa, e disse:
“Logo que vestires essa capa, você se tornará invisível, aí poderás seguir as princesas para onde quer que elas forem.”
Quando o soldado ouviu esses bons conselhos, foi ter como rei, que deu ordem para que lhe fossem dadas ricas vestes para ele trajar, e, quando veio a noite, conduziram-no até o quarto perto do das princesas.
Quando ia deitar-se, a mais velha das princesas trouxe-lhe uma taça de vinho, mas o soldado entornou-a sem que ela percebesse. Depois estendeu-se na cama, e, começou a roncar como se estivesse pegado no sono.
Quando as 12 princesas o ouviram, puseram-se a rir, e levantaram-se e abriram as malas, e depois, tendo vestido os ricos trajes que de lá tiraram, puzeram-se a saltitar de contentes. Mas a mais nova disse preocupada:
“Não me sinto bem. Tenho certeza de que vai suceder alguma desgraça.”
“Tola, disse a mais velha. Já não te lembras quantos filhos de reis nos têm vindo espiar sem resultado? Quanto ao soldado tive o cuidado de lhe dar uma bebida que o fez dormir.”
Quando estavam todas prontas, foram olhar o soldado, mas ele continuava a roncar e não se mexia. Elas julgaram-se seguras. A mais velha foi até a sua cama e bateu palmas, e a cama enfiou-se logo pelo chão, abrindo-se um grande alçapão. O soldado viu-as descendo uma a uma. Levantou-se, colocou a capa invisível, e seguiu-as, mas no meio da escada pisou na cauda do vestido da mais nova, que gritou para as irmãs:
“Alguém me puxou o vestido!”
“Que tola”- disse a mais velha- “foi um prego que deve estar na parede!”
Lá foram todas descendo e, quando chegaram ao fim, encontravam-se num bosque de lindas árvores de prata. O soldado levou um raminho de uma das árvores. Foram ter depois em outro bosque onde as folhas das árvores eram de ouro e depois a um terceiro onde eram folhas de diamantes. O soldado pegou um raminho de cada uma das árvores dos bosques.
Chegaram finalmente a um grande lago, e à margem, estavam encostados 12 barcos, tendo dentro 12 príncipes muito bonitos, que esperavam pelas princesas. Cada uma entrou em um barco, e o soldado saltou para o barco onde ia a mais nova. O príncipe que remava disse à ela:
“Não sei o que é, mas, apesar de estar remando com muita força, parece que vamos mais devagar que de costume, o barco hoje está muito pesado.”
“Deve ser do calor, disse a mais nova princesa.”
Do outro lado do lago estava um grande castelo, de onde vinha um som de clarins. Desembarcaram todos, e entraram no castelo. Cada príncipe dançou com sua princesa, e o soldado invisível, dançou entre eles, quando punham um taça de vinho perto de qualquer princesa, ele bebia-a toda, quando elas levavam à boca a taça estava vazia. A irmã mais nova estava assustada, mas a mais velha fazia-a calar.
Dançaram até as três da manhã, e então, os seus sapatos estavam gastos e tiveram que parar. Os príncipes levaram-nas outra vez para o outro lado do lago, mas desta vez o soldado entrou no barco da princesa mais velha, e na margem oposta todos despediram-se combinando voltar no dia seguinte.
Quando chegaram ao pé da escada o soldado adiantou-se e subiu primeiro que as princesas, indo logo deitar-se e fingindo dormir.
As princesas ouviram-no roncar e disseram :
“Está tudo bem”. Despiram seus trajes , guardaram nas malas, tiraram os sapatos e deitaram-se.
De manhã o soldado não disse nada do que tinha visto, mas decidiu tornar a ver esta aventura, e por isso, foi também nas outras duas noites com as princesas. Na terceira noite o soldado teve o cuidado de levar consigo uma taça de ouro como prova de onde tinham estado.
Chegada a ocasião de revelar o segredo, o soldado, foi levado à presença do rei, e levou os três ramos e a taça de ouro.
As princesa puseram-se a escutar atrás da porta para ouvir o que ele diria. E quando o rei perguntou:”Onde é que as minhas 12 filhas dançam toda noite? O soldado respondeu: “Com 12 príncipes num castelo debaixo da terra.”
Contou ao rei tudo o que tinha sucedido e mostru-lhe os três ramos e a taça de ouro que trouxera consigo.
O rei chamou as 12 princesas e perguntou-lhes se era verdade o que o soldado dissera. Elas vendo que o seu segredo tinha sido descoberto, confessaram tudo.
O rei perguntou ao soldado qual delas ele queria como esposa, ele respondeu: “Já não sou muito novo, por isso, escolho a mais velha.”
Casaram-se e o soldado ficou sendo o herdeiro do trono.