quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Conto de Fadas versus Conto Maravilhoso



O que entendemos por “conto de fadas” é o mesmo que Vladimir Propp denominou “conto maravilhoso”, em função da onipresença de algum elemento mágico ou fantástico nessas histórias. Contos de fadas não precisam ter fadas , mas devem conter algum  elemento extraordinário, surpreendente, encantador. 
Maravilhoso provém do latim mirabilis, que significa  admirável, espantoso, extraordinário, singular. Muitos optaram por essa denominação justamente por  conta da vastidão de personagens e fenômenos mágicos , absurdos ou fantasiosos que podem povoar os reinos encantados .
Mas a sabedoria popular manteve as Fadas como representantes desse reino.
As fadas já foram associadas às Moiras, imaginadas com uma roca nas mãos , que conteria o fio de nosso destino, como uma espécie de parteiras mágicas , que possibilitam a vida e definem os seus percalços .
As fadas seriam herdeiras das sacerdotisas de ritos ancestrais , já que a elas é resevada a função  de veicular a magia.
O elemento fantástico presente como Maravilhoso nessas narrativas cumpre a função de garantir que se trata de outra dimensão, de outro mundo, com possibilidades e lógicas diferentes. A festa começa quando pronunciadas as palavras  mágicas Era uma vez...como senha de entrada!
Infelizmente a tradição oral cedeu espaço ao império das imagens, pois hoje tudo que se diz deve ser ilustrado .
Perdeu-se muito pois,  os sons, os silêncios, a entonação e a capacidade dramática , dos contadores de histórias foram substituídos pela televisão, o cinema e os livros ilustrados  e em quadrinhos.
A maioria dos contos de fadas é provável que esteja irremediavelmente esquecida .
Os contos de fadas  que conhecemos, devem a sua sobrevivência aos flocloristas que nos legaram suas versões , através de compilações , e nos fizeram conhecer essas tramas tão antigas. Porém nunca devemos deixar de contar uma história oralmente, pois só assim as crianças podem sonhar e realizar quem são e como são os personagens dessa história.
 Isso é mágico!!!!

domingo, 11 de setembro de 2011

Contar Histórias é uma arte!



Contar Histórias é, antes de tudo, um ato de amor. Precisamos estar preparados, com tranqüilidade e conhecimento, para enfrentar os pequenos e grandes ouvintes.
         É uma das atividades mais importantes no cotidiano das crianças, pois é fundamental escutar histórias, para que seja formado o Imaginário e estimulada a Fantasia. Assim, as crianças poderão, através da compreensão e reflexão, atravessar a infância e a adolescência, e chegar a uma vida adulta saudável.
         Toda criança que escuta histórias, sejam elas quais forem, será, sem dúvida nenhuma, um adulto feliz e, conseqüentemente, um bom leitor.
         Não podemos deixar as crianças abandonadas à frente de um aparelho de TV, vendo heróis sem personalidade participando de histórias simplistas. Além de assistirem a programas sem criatividade e de mau gosto.
         Mostramos através do “Contar Histórias” que é no Mundo Mágico e Maravilhoso dos Contos e das Fábulas que os ouvintes vão poder elaborar seus medos, angústias, a morte, o abandono, sua origem e, até, sua sexualidade.
         É através desse Universo Fantástico, feito de bruxas, fadas, gigantes, madrastas cruéis, reis, rainhas, que eles vão aprender a ser corajosos e valentes, e, assim, poderão construir um alicerce seguro para, na fase adulta, saber lidar com as adversidades.
         Além de tudo isso, os Contos e as Fábulas, pela sua antigüidade, através dos Oralistas, já serviram a muitas gerações, não só como entretenimento, mas, também, como tratamento terapêutico.
         Sabendo “Contar” , vamos estimular o gosto pela Leitura, tão problemático na atualidade com o advento do computador e seus CD-ROMs de histórias. Essa modernidade vai cada vez mais incentivando a preguiça na criança que, conseqüentemente, se desmotiva e desinteressa do “Ato de Ler” , responsável potencial por crianças, adolescentes e adultos com auto-estima, inteligência e conhecimento.

         Todo “Contador” é um catalisador da curiosidade infantil.