sábado, 28 de março de 2009

Vassilissa, a formosa. ( um conto russo)

Há muito, muito tempo, num certo reino distante, vivia um rico mercador, com sua mulher e uma única filha. A menina chamava-se Vassilissa, e era bonita e meiga como uma flor. Mas um dia quando Vassilissa tinha apenas 8 anos, sua mãe ficou muito doente, e, sentindo que ia morrer, chamou a filha, tirou de sob as cobertas uma pequena boneca e lhe entregou dizendo:
- Escuta, Vassilissa, minha filha, as minhas últimas palavras. Ao morrer deixo-te a minha bênção e esta bonequinha, que deverás trazer sempre contigo. Não a mostres a ninguém, e quando te acontecer algum desgosto, dá-lhe de comer e beber, e pede-lhe conselhos. Depois de alimentada, ela te dirá o que fazer para te ajudar na desgraça.
Algum tempo depois da morte da mãe, seu pai casou-se de novo, com uma viúva que tinha duas filhas, pouco mais velhas do que Vassilissa, pensando que isso seria bom para sua filhinha órfã de mãe. Mas enganou-se, porque a madrasta não gostava da enteada. Ela e as filhas invejavam a sua beleza, e atormentavam-na com toda sorte de trabalhos e encargos pesados, para que ela ficasse magra e feia.
Vassilissa suportava tudo pacientemente e, apesar da vida dura que levava, ficava cada vez mais bonita, passou a ser chamada de Vassilissa, a formosa, enquanto a madrasta e sua filhas iam ficando cada vez mais feias e secas, de tanta ruindade, mesmo passando o tempo todo comendo, sem fazer nada.
Como isso era possível? É que a bonequinha que a mãe lhe dera ajudava a menina, que muitas vezes deixava de comer só para com sua porção alimentar a boneca, sempre à noite, depois que todos se deitavam. Ela lhe dava de comer dizendo: “Come, boneca-beleza, e ouve minha tristeza!” E lhe contava os seus problemas. A boneca escutava, dava-lhe conselhos e a mandava dormir. E pela manhã todo o trabalho já aparecia feito, enquanto a menina descansava na sombra e colhia flores. Assim ela ia vivendo.
Passaram alguns anos, e as meninas chegaram à idade de ficar noivas. Mas todos os pretendentes que apareciam, e não eram poucos, só tinham olhos para Vassilissa, cada vez mais formosa. E nem olhavam para as filhas da madrasta. Esta ficava furiosa, e só respondia a todos os pretendentes que não concederia a mão da mais nova antes que as duas mais velhas se casassem. E depois de despachar o pretendente, ela descontava sua raiva maltratando Vassilissa. Um dia, o pai de Vassilissa, teve de partir para uma longa viagem de negócios, e foi então que a madrasta se aproveitou da sua ausência para se vingar da enteada. Mudou-se logo para outra casa, que ficava à beira da floresta, onde, todos sabiam, vivia a malvada bruxa Baba-Iága, que não deixava ninguém se aproximar dela. Quem se aproximasse, ela devorava como se fosse um frango. Então a madrasta começou a mandar Vassilissa para a floresta toda hora, buscar uma coisa ou outra, esperando que a menina caísse nas garras da bruxa perversa.
Mas Vassilissa voltava sempre, incólume, porque a bonequinha lhe indicava o caminho certo, e não deixava aproximar-se da cabana da Baba-Iága.
Não sabendo mais o que inventar, certo dia, ao anoitecer, a madrasta apagou as velas da casa, só para mandar Vassilissa buscar fogo. E quem tinha fogo sempre, todos sabiam, era só a Baba-Iága.
- Vai procurar a Baba-Iága e não te atrevas a voltar sem o fogo!
- Eu vou e vou levar o meu jantar. Pegou a trouxinha com sua escassa comida, e logo as três a empurraram para fora da casa, para o escuro da noite.
Assim que se afastou da casa, a menina sentou-se num tronco caído e começou a alimentar a sua bonequinha.
“Come, boneca-beleza, e ouve a minha tristeza!” Estão me mandando para a Baba-Iága, buscar fogo! A bruxa vai me devorar!
A bonequinha comeu e seus olhos brilharam:
- Não tenhas medo, Vassilissa. Vai para onde te mandaram, mas não te separes de mim. Contigo, nenhum mal acontecerá.
Vassilissa pôs a bonequinha no bolso do avental, fez o sinal da cruz e entrou na floresta, trêmula. Andou um pouco, e, de repente, viu, passando a galope na sua frente, um cavaleiro todo branco, vestido de branco, sobre um corcel branco. E começou a amanhecer.
Andou mais um pouco, e viu outro cavaleiro, todo vermelho, vestido de vermelho, sobre um corcel vermelho. E começou a nascer o sol.
Vassilissa, andou e andou, e, só ao entardecer do dia seguinte, chegou à clareira onde ficava a cabana da Baba-Iága. A cerca em volta da casa era toda feita de ossos humanos, encabeçados por crânios espetados neles, com olhos humanos nas órbitas. O trinco do portão era uma boca humana cheia de dentes aguçados. E a casinha era construída sobre grandes pés de galinha.
Vassilissa parou, petrificada de susto. Nisso pasou galopando outro cavaleiro, todo negro, vestido de negro, sobre um corcel negro. E fez-se noite.
Mas a escuridão durou pouco, pois os olhos de todas as caveiras da cerca se acenderam como brasas vivas, e ficou claro como o dia.
Vassilissa, morta de medo, não sabia o que fazer e ficou parada no lugar, como enraizada. Nisso, ouviu, vindo da floresta, um grande barulho. Era a Baba-Iága, acocorada no seu pilão, apagando os rastros com a vassoura, desgrenhada e feia de meter medo!
Unf, unf!!! Sinto cheiro de carne humana! Quem está aqui?
Vassilissa, trêmula, aproximou-se da bruxa e disse:
“Sou eu vovozinha!” Sou Vassilissa, a madrasta e suas filhas me mandaram aqui para te pedir fogo.
Está bem, disse a bruxa. Eu as conheço. Mas tu, Vassilissa, antes terás de ficar morando e trabalhando um tempo aqui comigo, então te darei fogo. Senão eu te devoro!
Durante o dia inteiro, a bruxa deu tarefas, muito pesadas, para a menina cumprir, e para serví-la desde a manhã até a noite. Era varrer e lavar, cozinhar e cuidar da horta, limpar o quintal, lavar e passar roupa, trazer bebidas do porão, tudo isso Vassilissa tinha que fazer... E só conseguia dar conta do serviço graças à ajuda da bonequinha, que trazia sempre no bolso do avental e não mostrava à bruxa.
No dia seguinte, a bruxa acordou de madrugada, olhou em volta, viu que todo o serviço estava feito, e ficou aborrecida por não ter do que reclamar. Espiou pela janela, lá fora passou galopando o cavaleiro branco, e a manhã clareou. A bruxa saiu da casa , assobiou, e o seu pilão apresentou-se à sua frente, com a mão e a vassoura. Passou galopando o cavaleiro vermelho, e surgiu o sol. A Baba-Iága embarcou no pilão e saiu voando baixo, deixando Vassilissa sozinha em casa. A bonequinha fez todo o serviço pesado, e só deixou a menina arrumar a mesa e aguardar a bruxa.
Quando saiu de casa a bruxa mandou que a menina separasse os grãos bons dos carunchados. Tudo deveria estar pronto quando ela voltasse para casa, caso contrário ela comeria.
A menina pediu ajuda à sua boneca e esta lhe disse que não tivesse medo, que comesse, fizesse suas orações e dormisse, pois a noite é boa conselheira.
Na manhã seguinte quando acordou, a menina olhou pela janela e viu que os olhos das caveiras já estavam se fechando. O cavaleiro branco passou e nasceu o dia. A bruxa saiu e a menina ficou sozinha em casa admirando seus móveis e objetos. Quando começou a pensar na tarefa dos grãos a sua boneca já tinha resolvido tudo. Quando a bruxa chegou e viu tudo resolvido, ficou furiosa pois não sabia como colocar defeito. A bruxa então, gritou: “Meus fiéis servos, moam os grãos para mim.” Surgiram três pares de mãos de esqueletos e levaram os grãos.”
A bruxa deu a ordem para o dia seguinte, dizendo que a menina deveria repetir a tarefa do dia anterior e , além disso, separar as sementes de papoula. Quando retornou à noite ficou muito brava, mas chamou as mãos dos esqueletos e mandou que extraíssem o óleo das sementes de papoula.
Enquanto a Baba-Iága jantava, Vassilissa ficou por perto , silenciosa. A bruxa perguntou: por que você está olhando sem dizer nada? Você é muda?
A menina respondeu: “se pudesse, gostaria de lhe fazer umas perguntas”.
Pergunte, disse a bruxa, mas lembre-se, nem todas as perguntas são boas. Saber demais envelhece.!
Vassilissa então perguntou: “gostaria de saber quem é o homem que vi no caminho todo de branco. Quem é ele?”
“Esse é o meu dia luminoso, disse a bruxa.”
Mas passou também um homem todo vestido de vermelho.
“É o meu sol vermelho, disse a bruxa.”
Mas quando cheguei no portão o homem que passou estava todo de negro.
“Essa é a minha noite, o escuro!”
A menina pensou nos três pares de mãos de esqueletos, mas não fez mais perguntas, ficou quieta.
Baba-Iága disse: por que não faz mais perguntas?
A menina respondeu que essas eram suficientes, acrescentando: “você mesma disse, vovó, que perguntar demais envelhece”.
A bruxa replicou: “Você fez bem em perguntar só a respeito do que viu lá fora e não do que viu aqui dentro de casa. Não gosto quando a sujeira é levada para fora. Mas agora eu quero perguntar uma coisa para você: “Como conseguiu fazer todas as tarefas que lhe dei?”
A menina respondeu: “A benção de minha mãe me ajudou”, respondeu a menina. (não falou da boneca).
“Ah!!! Então foi isso? Dê o fora daqui , filha abençoada, eu não preciso de nenhuma benção em minha casa.”
Assim, Baba-Iága pôs a menina para fora de sua casa, empurrando-a pelo portão. Mas, tirou da cerca, uma das caveiras com seus olhos flamejantes, colocou-a num pau e deu para a menina dizendo: “Aqui está o fogo para suas irmãs e sua madrasta, pegue-o e leve-o para casa.”
A menina saiu correndo da casa da bruxa e entrou na floresta somente com a luz da caveira, mas esta extingüiu-se assim que o dia clareou. Ela só chegou em casa na noite seguinte depois de muito caminhar, mas quando chegou perto do portão, pensou em jogar fora a caveira, mas uma voz lhe falou: “Não faça isso, leve-me até sua madrasta.”
Assim fez a menina. Quando entrou com o fogo que se acendera sozinho, os olhos da caveira se fixaram na madrasta e em sua filhas queimando suas almas e perseguindo-as aonde fossem se esconder. Ao amanhecer as três tinham virado cinzas. Só Vassilissa escapou.
A menina enterrou a caveira, fechou a casa e foi para a cidade.
Caminhou bastante e chegando à feira, encontrou uma boa velhinha que estava fiando tecido para a roupa do rei. Ela pediu que lhe ensinasse e a boa velhinha assim o fez. A cada dia a menina fiava melhor e um dia o rei foi até o mercado saber quem estava tecendo aqueles lindos tecidos e conheceu-a.
O rei pediu que ela fosse morar no seu castelo, pois logo apaixonou-se pela bela moça. Ela aceitou, mas com a condição de levar a pobre velha. O rei aceitou.
Os dois casaram e estavam muito felizes, quando o pai da Vassilissa voltou da viagem e estava procurando-a por toda parte até que soube onde ela estava e foi visitá-la. O rei convidou-o a morar com eles e assim, o pai voltou a viver com a filha verdadeira e tão querida!

sexta-feira, 20 de março de 2009

A dança das 12 princesas- irmãos Grimm



Era uma vez um rei que tinha 12 filhas muito lindas. Dormiam em 12 camas, todas no mesmo quarto, e, quando iam para a cama, as portas eram todas fechadas à chave. Todas as manhãs, porém, os seus sapatos tinham as solas gastas, como se tivessem dançado com eles toda a noite, mas ninguém descobria como isso tinha acontecido.
Então, o rei fez saber por todo o país, que se alguém pudesse descobrir o segredo, e saber onde é que as princesas iam dançar à noite, casaria com aquela de quem mais gostasse e seria rei, depois dele morrer. Mas quem tentasse descobrir isso, e ao fim de três dias e três noites não conseguisse, seria morto.
Apresentou-se logo o filho de um rei. Foi muito bem recebido e à noite levaram-no para o quarto ao lado onde dormiam as princesas. Ele tinha que ficar sentado para ver se descobria, onde elas iam dançar, e, para que nada se passasse sem ele ouvir, deixaram-lhe a porta do quarto aberta. Mas o rapaz em pouco tempo adormeceu, e, quando acordou de manhã, viu que as princesas tinham dançado de noite, porque as solas dos sapatos delas estavam cheias de buracos. O mesmo aconteceu nas duas noites seguintes e, por isso, o rei ordenou que lhe cortassem a cabeça. Depois dele vieram muitos outros, mas nenhum deles teve melhor sorte, e todos perderam a vida da mesma maneira.
Aconteceu que um velho soldado atravessava o país onde esse rei reinava. Ao atravessar a floresta, encontrou uma velha, que lhe perguntou para onde ele ia.
“Quero descobrir onde é que as princesas dançam, e assim posso vir a ser rei.”
Bem, disse-lhe a velha, isso não custa muito. Basta que tenhas cuidado, e não bebas nada do vinho que uma das princesas lhe trará à noite, e logo que ela se afaste deves fingir que está pegando no sono. A seguir a velha deu-lhe uma capa, e disse:
“Logo que vestires essa capa, você se tornará invisível, aí poderás seguir as princesas para onde quer que elas forem.”
Quando o soldado ouviu esses bons conselhos, foi ter como rei, que deu ordem para que lhe fossem dadas ricas vestes para ele trajar, e, quando veio a noite, conduziram-no até o quarto perto do das princesas.
Quando ia deitar-se, a mais velha das princesas trouxe-lhe uma taça de vinho, mas o soldado entornou-a sem que ela percebesse. Depois estendeu-se na cama, e, começou a roncar como se estivesse pegado no sono.
Quando as 12 princesas o ouviram, puseram-se a rir, e levantaram-se e abriram as malas, e depois, tendo vestido os ricos trajes que de lá tiraram, puzeram-se a saltitar de contentes. Mas a mais nova disse preocupada:
“Não me sinto bem. Tenho certeza de que vai suceder alguma desgraça.”
“Tola, disse a mais velha. Já não te lembras quantos filhos de reis nos têm vindo espiar sem resultado? Quanto ao soldado tive o cuidado de lhe dar uma bebida que o fez dormir.”
Quando estavam todas prontas, foram olhar o soldado, mas ele continuava a roncar e não se mexia. Elas julgaram-se seguras. A mais velha foi até a sua cama e bateu palmas, e a cama enfiou-se logo pelo chão, abrindo-se um grande alçapão. O soldado viu-as descendo uma a uma. Levantou-se, colocou a capa invisível, e seguiu-as, mas no meio da escada pisou na cauda do vestido da mais nova, que gritou para as irmãs:
“Alguém me puxou o vestido!”
“Que tola”- disse a mais velha- “foi um prego que deve estar na parede!”
Lá foram todas descendo e, quando chegaram ao fim, encontravam-se num bosque de lindas árvores de prata. O soldado levou um raminho de uma das árvores. Foram ter depois em outro bosque onde as folhas das árvores eram de ouro e depois a um terceiro onde eram folhas de diamantes. O soldado pegou um raminho de cada uma das árvores dos bosques.
Chegaram finalmente a um grande lago, e à margem, estavam encostados 12 barcos, tendo dentro 12 príncipes muito bonitos, que esperavam pelas princesas. Cada uma entrou em um barco, e o soldado saltou para o barco onde ia a mais nova. O príncipe que remava disse à ela:
“Não sei o que é, mas, apesar de estar remando com muita força, parece que vamos mais devagar que de costume, o barco hoje está muito pesado.”
“Deve ser do calor, disse a mais nova princesa.”
Do outro lado do lago estava um grande castelo, de onde vinha um som de clarins. Desembarcaram todos, e entraram no castelo. Cada príncipe dançou com sua princesa, e o soldado invisível, dançou entre eles, quando punham um taça de vinho perto de qualquer princesa, ele bebia-a toda, quando elas levavam à boca a taça estava vazia. A irmã mais nova estava assustada, mas a mais velha fazia-a calar.
Dançaram até as três da manhã, e então, os seus sapatos estavam gastos e tiveram que parar. Os príncipes levaram-nas outra vez para o outro lado do lago, mas desta vez o soldado entrou no barco da princesa mais velha, e na margem oposta todos despediram-se combinando voltar no dia seguinte.
Quando chegaram ao pé da escada o soldado adiantou-se e subiu primeiro que as princesas, indo logo deitar-se e fingindo dormir.
As princesas ouviram-no roncar e disseram :
“Está tudo bem”. Despiram seus trajes , guardaram nas malas, tiraram os sapatos e deitaram-se.
De manhã o soldado não disse nada do que tinha visto, mas decidiu tornar a ver esta aventura, e por isso, foi também nas outras duas noites com as princesas. Na terceira noite o soldado teve o cuidado de levar consigo uma taça de ouro como prova de onde tinham estado.
Chegada a ocasião de revelar o segredo, o soldado, foi levado à presença do rei, e levou os três ramos e a taça de ouro.
As princesa puseram-se a escutar atrás da porta para ouvir o que ele diria. E quando o rei perguntou:”Onde é que as minhas 12 filhas dançam toda noite? O soldado respondeu: “Com 12 príncipes num castelo debaixo da terra.”
Contou ao rei tudo o que tinha sucedido e mostru-lhe os três ramos e a taça de ouro que trouxera consigo.
O rei chamou as 12 princesas e perguntou-lhes se era verdade o que o soldado dissera. Elas vendo que o seu segredo tinha sido descoberto, confessaram tudo.
O rei perguntou ao soldado qual delas ele queria como esposa, ele respondeu: “Já não sou muito novo, por isso, escolho a mais velha.”
Casaram-se e o soldado ficou sendo o herdeiro do trono.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Numerologia nos Contos de Fadas



A Numerologia é também de grande importância nos Contos de Fadas, como Elemento Simbólico.
Os Números mais encontrados são, sem dúvida, o 3, o 4, o7, o 8 e o12.

NÚMERO 3 (TRÊS)

O número 3, aparece sempre em forma de Família, Tarefas ou Filhos.
É associado à Sagrada Família e à Santíssima Trindade, principalmente, no início do Cristianismo, pois é a Bíblia, possivelmente, o primeiro livro escrito que serviu de leitura para as crianças e os adultos.
* Um exemplo de trilogia é o Conto “Os Três Fios de Ouro do Cabelo do Diabo”, pois ele tem como elementos simbólicos, o Rei, a Princesa e o Rapaz, além das três tarefas que terão de ser ultrapassadas para que o rapaz consiga casar com a Princesa.

NÚMERO 4 (QUATRO)

Este número representa a perfeição, estando sempre ligado, simbolicamente, aos Quatro Elementos da Natureza: o AR, aTERRA, o FOGO e a ÁGUA, que são sempre encontrados nos Contos, oferecendo ajuda ao herói ou a heroína, no momento de suas buscas ou tarefas.
O número 4 representa também, as quatro funções básicas da Psique: (segundo Jung, nossa bússula interior)
PENSAMENTO - através do certo e do errado.
SENTIMENTO - através do bom e do mau.
INTUIÇÃO - através do inconsciente.
SENSAÇÃO - através dos nossos 5 sentidos.
* Um exemplo é o conto: “Um Olhinho, Dois Olhinhos, Três Olhinhos”, onde encontramos Mãe e três filhas representando 4 elementos.
“As Três Penas “, um pai e três filhos.

NÚMERO 7 (SETE)

É considerado um número mágico.
Na Bíblia ele aparece 77 vezes, na Mitologia, aparece através de Apolo, que era o Augusto Deus Sétimo, representa também, a totalidade da vida moral, representado pelas 3 virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e pelas 4 virtudes cardeais (prudência, temperança, justiça, e força) pois 3+ 4 = 7
Temos no cotidiano, 7dias da semana, 7 notas musicais, 7 cores do Arco-Iris, 7 pecados capitais. Portanto é o número que representa a Totalidade do Universo em movimento.
* No conto de redenção,“Os Sete Corvos”, onde tudo é resolvido por uma mulher, a irmã, são sete homens os irmãos.

NÚMERO 8 (OITO)

Representa o infinito, o que está resolvido. Nos Contos, muitas vezes , os 7 filhos vão ajudar o pai ou a mãe.
No conto acima Os 7 corvos, também ilustra o número 8, já que somando os filhos mais a filha serão 8 elementos.
No conto “o Gigante que sem coração”, vamos encontrar 7 filhos interagindo com o pai que será o oitavo.


NÚMERO 12 (DOZE)

Representa o simbolismo do Zodíaco, os 12 meses do ano.
O exemplo mais conhecido, “A Bela Adormecida” , onde 12 fadas vão levar à ela presentes no seu batizado. Outro conto, “As Doze Princesas” tem as 12 filhas que fazem muitas confusões.