quinta-feira, 6 de maio de 2010
A Esposa Sábia
Era uma vez, um seleiro e sua esposa, que viviam com suas três filhas. O homem trabalhava bastante e, ao longo dos anos, economizou muitas moedas de ouro, colocando-as dentro de uma sela e a costurou como medida de segurança.
Tempos depois, vendeu esta sela por engano e só descobriu o erro muito depois que o cliente saiu da sua loja e da cidade.
Um ano depois, o cliente voltou para consertar a sela. O seleiro não podia acreditar na sua sorte, quando encontrou suas moedas ainda dentro da sela. Recuperou seu tesouro e criou uma canção para celebrar a sua fortuna e todos os dias a entoava:
Escondi e perdi
Esperei e encontrei
É meu pequeno segredo
E ninguém mais o conhecerá.
Certo dia, o sultão passou pela sua loja e ouviu a canção. Perguntou qual era o seu segredo.
- Se eu lhe contasse, disse o seleiro, não seria mais um segredo!
O monarca não desanimou e ordenou: - Sou sultão e ordeno que me conte seu segredo. O seleiro recusou novamente.
Então, o sultão perguntou-lhe se tinha família.
- Uma boa esposa e três filhas, ainda solteiras, respondeu o seleiro.
Nesse caso, ordenou o sultão, traga suas filhas amanhã no meu palácio e providencie para que as três estejam grávidas. Caso contrário, cortarei sua cabeça.
Mas majestade! Exclamou o seleiro horrorizado, minhas filhas são ingênuas e virgens, como podem ficar grávidas? E, se isso acontecer, quem se casará com elas? Estarão arruinadas por toda a vida.
Esse problema é seu, disse o sultão, rindo e se afastando.
O homem voltou para casa desesperado. Sua filha mais jovem, a mais sábia das três, viu a aflição do pai e perguntou o que o afligia. Ele explicou o problema.
A filha pensou por um momento e disse: - Não se desespere meu pai. Compre três vasilhas de água e eu mostrarei ao sultão como três virgens podem ficar grávidas.
Na manhã seguinte, a mais jovem, colocou sob seu vestido a vasilha e mandou que as irmãs fizessem o mesmo, instruindo-as do que deviam fazer quando chegasse ao palácio do sultão.
Quando chegaram o sultão perguntou à mais velha.
Há quanto tempo você está grávida? Do que tem mais desejo?
Ela curvou-se e disse: Estou grávida há três meses, e o que mais desejo são pepinos salgados.
Ele fez a mesma pergunta para a segunda que respondeu estar grávida de seis meses e que desejava beringelas picantes.
Quando ele falou com a mais jovem, ela disse que podia dar à luz a qualquer momento e o que mais desejava era peixe assado sob os sete mares.
Mas como se pode assar peixe debaixo da água? Ele perguntou. Isso é impossível.
A jovem respondeu que da mesma maneira como uma virgem pode engravidar e as três saíram do palácio, rapidamente.
No dia seguinte, o sultão chamou uma velha e entregou-lhe uma bolsa cheia de ouro pedindo que ela fosse até o seleiro e pedisse a mão da filha mais jovem em casamento. Ele pensou: - Uma mulher esperta como esta deve ser minha esposa.
Quando a velha olhou dentro da bolsa e viu ouro, roubou duas moedas. Chegou à casa do seleiro e a mais jovem abriu a porta.
- Sua mãe está em casa?
- Não, a jovem respondeu. Ela está transformando um em dois.
A velha não entendeu a resposta e disse. – Deixe-me falar com sua irmã mais velha.
- Ela está mudando o preto em branco, disse a jovem.
A velha insistiu. E sua irmã do meio?
- Ela está colhendo rosas.
Mas é inverno, falou a velha. Não há rosas em lugar algum! Ela pensou que a jovem era louca.
Aqui está um presente do sultão para você, disse a velha entregando-lhe a bolsa de moedas.
A jovem contou as moedas e devolveu a bolsa à velha, dizendo: - Tenho um recado para o sultão. Pergunte o seguinte: Quando se dá um carneiro de presente, corta-se-lhe a cauda?
A velha balançou a cabeça de novo, voltou até o sultão e contou o que a jovem lhe dissera e disse: - Tenho a impressão que a jovem é louca!
Ela não é louca, disse o sultão, ela é realmente astuta e perfeita para minha esposa. Quando disse que a mãe saíra para transformar um em dois, queria dizer que a mãe era parteira, e tinha ido fazer um parto. A irmã mais velha estava mudando o preto em branco, é esteticista e estava arrancando o pelo do corpo de alguma mulher. A irmã do meio, que colhia rosas no inverno,estava bordando flores num tecido. Quanto a cauda do carneiro, ela queria dizer que você roubou dinheiro da bolsa que lhe entreguei! Nunca mais faça isso, ou eu a punirei.
No dia seguinte, o sultão mandou a velha de volta, e outra proposta de casamento e. dessa vez, o seleiro e a filha mais jovem aceitaram.
O casamento foi celebrado logo, mas naquele mesmo dia, quando a esposa esperava em seu quarto, o sultão partiu para a guerra contra a terra de Siin.
A esposa esperou-o, mas como ele não aparecia, perguntou aos servos onde ele havia ido. Sentou-se pensativa e depois, retirou a roupa do casamento e colocou um uniforme de general, reuniu um exército e partiu, atrás do sultão.
Vários dias depois, ela encontrou as tropas do marido acampada à margem de um rio. Reuniu seu exército do outro lado e, em seguida enviou um mensageiro até o sultão, desafiando-o para uma partida de xadrez. Quando os dois se encontraram ele não a reconheceu e ela, ganhou a primeira partida. Como prêmio ela exigiu a adaga cravejada de pedras preciosas do sultão. Ele lhe entregou e jogaram outra partida e ele venceu e exigiu a adaga de novo.
Sugiro um prêmio melhor, disse ela. Tenho uma linda escrava, virgem, e deixarei que passe a noite com ela. O sultão concordou.
Ela saiu da tenda, tirou o uniforme, adornou-se com jóias e foi até ele. Ele ficou deliciado com a beleza da jovem e não reconheceu a esposa. No dia seguinte ela voltou para casa com seu exército, enquanto o sultão partia para a guerra de Siin.
Nove meses depois, a jovem deu à luz a um menino, que chamou de Siin.
Dois anos depois, o sultão voltou da guerra, mas só falou rapidamente com a esposa, pois tinha que partir para outra batalha, na terra de Masiin.
No dia seguinte, a esposa despiu os mantos, envergou um uniforme de general e comandou, novamente o seu exército. Quando chegou perto das tropas do sultão, mandou um arauto desafiá-lo para uma partida de xadrez.
Mais uma vez ele aceitou. Ela ganhou a primeira partida e pediu-lhe seu colar de orações. Ele venceu a segunda e ela fez a oferta de uma escrava, mas disse que esta só esteve com um homem uma única vez. Ele podia ter uma noite com ela. Ele concordou e mais uma vez não a reconheceu. No dia seguinte ele partiu para Masiin e ela voltou com seu exército para casa.
Nove meses depois nasceu outro menino, que ela chamou de Masiin.
Um ano depois, o sultão regressou e, mal olhou para a esposa, já estava sendo chamado para nova guerra. Assim, ele partiu para a batalha de Gharb. Mais uma vez ela repetiu toda a história e desta vez quando ganhou a partida ela pediu o turbante do sultão. Ofereceu a ele desta vez uma escrava que conhecia as artes do amor. No dia seguinte quando ele partiu ela voltou para casa e, nove meses depois, deu à luz a uma menina que chamou de Gharb.
Três anos se passaram antes que o sultão voltasse para casa. Ele quando chegou não falou com a esposa porque decidira casar-se com uma nova esposa, que seria uma princesa, mais adequada a condição dele do que a filha de um seleiro.
Quando chegou o dia do casamento, a jovem filha do seleiro, vestiu os três filhos com elegância e entregou ao mais velho a adaga, ao do meio o colar de orações e na mais nova colocou o turbante. Depois ensinou a eles uma canção.
Pouco antes do início do casamento, as crianças apareceram diante do sultão e cantaram:
Ele vence na guerra
Vence no xadrez
Vence no amor
Vence em sua busca
Nosso pequeno segredo
Ele o descobrirá?
O sultão olhou para as três crianças e reconheceu seus bens. Olhou fixamente para a esposa e aí percebeu o que ela fizera.
Você foi os três generais que me desafiaram e também as escravas que dormiram comigo? E, estes são meus filhos?
Ela confirmou com a cabeça.
Ele cancelou o novo casamento e voltando-se para a esposa, disse:
Você é a mais astuta mulher do mundo. Os dois se abraçaram e foi dada uma grande festa. Deste dia em diante, viveram felizes com os três filhos e muita sabedoria... da parte dela!!!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Dona Ôla (irmãos Grimm)
Uma viúva tinha duas filhas, das quais uma era bela e inteligente, a outra feia e preguiçosa. Mas ela gostava muito mais da feia , porque era a sua própria filha , e a outra tinha de fazer o trabalho da casa e ser a criada da casa. A pobre moça era obrigada a ir todos os dias para a rua, sentar-se na beira de um poço e fiar até que seus dedos sangrassem.Aconteceu, certo dia , que a bobina ficou ensanguentada, e, por isso, ela se debruçou sobre o poço para lavá-la, quando a bobina lhe escapou da mão e caiu dentro do poço. A moça correu chorando para a madrasta e contou-lhe sua desgraça. Esta, porém, lhe passou uma descompostura tão violenta, e foi tão impiedosa, que disse:
- Se deixaste a bobina cair no poço, agora vai e traze-a de volta!
A pobre moça voltou para o poço, sem saber o que fazer. E, na sua grande aflição, pulou para dentro, para buscar a bobina. Ela perdeu os sentidos, e quando acordou e voltou a si, viu-se num lindo campo inundado de sol e coberto de flores. A moça foi andando por esse campo , até chegar a um forno que estava cheio de pão. E o pão gritava: - Ai, tira-me, tira-me, senão eu queimo , já estou assado há muito tempo. Então ela se aproximou e com a pá tirou os filões de dentro do forno.
Continuou o caminho , e chegou a uma árvore que estava coberta de maçãs, que gritava: - Ai, sacode-me , sacode-me, nós, maçãs, já estamos maduras. Então ela sacudiu a árvore até as maçãs caírem e não ficar nenhuma na árvore. E, depois de arrumar todas as maçãs num monte, continuou o caminho.
Finalmente, ela chegou até uma casa pequenina, da qual espiava uma velha, que tinha dentes muito grandes e a moça ficou com medo e quis fugir, mas a velha gritou-lhe: - De que tens medo minha filha? Fica comigo. Se fizeres os trabalhos da casa direito estarás muito bem. Só precisas prestar muita atenção ao arrumar minha cama, sacudindo o acolchoado com vontade, até que as penas voem, então cai neve no mundo. Eu sou a dona Ôla.
Como a velha lhe falava mansamente, a moça criou coragem e entrou na casa para o serviço. Ela cuidava de tudo a contento da velha, e sacudia o acolchoado com vontade, até que as penas voassem como flocos de neve. Por isso tinha uma vida boa junto da velha , comia bem todos os dias.
Depois de viver com dona Ôla por um tempo a menina começou a entristecer.
No começo, nem ela mesma sabia o que lhe faltava, mas finalmente percebeu que sentia saudades, embora aqui passasse mil vezes melhor que na sua própria casa, mas mesmo assim ela sentia saudades.
Finalmente ela disse à velha:
- A saudade me pegou e mesmo que eu passe aqui embaixo tão bem , não posso continuar. Tenho que subir e voltar para os meus.
A dona Ôla lhe disse:
- Agrada-me saber que tu queres voltar para casa, e como tu me servistes tão fielmente , eu mesma vou te levar para cima. Ela tomou a mão da moça e levou-a para um grande portão. O portão se abriu e, quando ela estava bem debaixo dele, caiu uma forte chuva de ouro, e o ouro ficou pendurado nela, e ela ficou toda coberta de ouro.
- Isto é para ti, porque foste tão diligente , disse a velha e devolveu-lhe também a bobina que caíra no poço. Então o portão se fechou e a moça chegou novamente na superfície da terra e quando chegou ao pátio da casa, o galo que estava pousado no poço gritou:
A donzela de ouro está aqui!”
Então a moça entrou em casa, foi bem recebida pela irmã e pela madrasta por estar coberta de ouro.
A moça contou tudo o que lhe acontecera , e quando a madrasta soube como ela chegara a tanta riqueza, quis arranjar a mesma sorte para a sua filha feia. Ela deveria sentar-se na beira do poço e fiar, para que a bobina caísse ela precisaria picar seu dedo, mas ela meteu o dedo no espinheiro para ensanguentá-lo, aí jogou a bobina e pulou atrás.
Ela chegou, no lindo campo e continuou a caminhar. Chegou perto do forno e o pão gritou para ser retirado do forno pois já estava muito assado. Mas a preguiçosa respondeu:
- Não tenho vontade de me sujar, e foi embora.
Logo chegou perto da macieira que pediu que ela a sacudisse para as maçãs caírem porque estavam maduras. Mas ela respondeu:
- Não faço isso, pois pode cair uma na minha cabeça, e continuou no caminho.
Quando chegou à casa de dona Ôla, não ficou com medo porque já ouvira falar dos seus dentes , e logo se engajou no serviço dela. No primeiro dia foi diligente e fez tudo direito pensando no que ia ganhar.
Porém, no segundo dia ela começou a ficar preguiçosa e no terceiro ela nem queria se levantar da cama e nem arrumar a cama de dona Ôla como devia e as penas não voaram. Aí dona Ôla cansou-se dela e a despediu. A preguiçosa ficou contente e pensou que agora viria a chuva de ouro .
Dona Ôla levou-a até o portão, a moça ficou embaixo dele, mas em vez de ouro foi despejado um grande pote de piche em cima dela.
- Isto é a recompensa pelos teus serviços, disse dona Ôla e trancou o portão.
Ela voltou para casa , mas toda coberta de piche e o galo cantou:
A donzela suja está aqui!”
Mas o piche ficou grudado nela e não saiu por toda a sua vida!!!!!
domingo, 17 de janeiro de 2010
A PROFECIA (conto russo)
O valoroso príncipe Oliêg se preparava para mais uma campanha, desta vez em represália contra a tribo hostil dos kazares, que haviam assaltado suas terras. À testa de intrépida hoste de guerreiros, ele partiu, montado no seu garboso corcel de guerra, companheiro fiel de muitas refregas, do qual nunca se separava.
A caminho do campo de batalha, veio-lhe ao encontro, surgindo da floresta escura, um venerando mago vidente. O sábio eremita passara toda a vida em prece e meditação, e podia ver o passado e prever o futuro. Oliêg aproximou-se do ancião e, do alto da sua nobre montaria, dirigiu-lhe a palavra.
- Dize-me , ó mago, favorito dos deuses, o que me reserva a vida? Qual será o destino que espera por mim, que me aguarda na paz e na guerra? Revela-me toda a verdade, ancião. Não tenhas medo de mim. E em recompensa eu te darei qualquer um dos meus belos corcéis.
O velho mago então retrucou em voz serena e severa:
- Os magos não temem guerreiros nem reis, e dispensam os dons principescos. Sua língua é sábia, livre é o seu falar, que obedece à vontade dos deuses. O futuro se oculta nas sombras , porém o teu fado eu leio em tua fronte.
-Fala, pois, mago! – Oliêg retrucou. E o mago continuou:
- Marca, ó príncipe, o que aqui te direi: nas guerras, serás vitorioso. Tua fama e glória o mundo atroarão. Nem flecha, nem lança ou espada, nem punhal traiçoeiro jamais vararão a tua brilhante armadura. Um guardião invisível te protegerá, por teus longos anos de vida.
O corcel de Oliêg sacudiu impaciente a bela cabeça altiva. E o mago então voltou a falar:
- Lembra, príncipe, as minhas palavras: teu cavalo não teme perigo nem dor, sentindo a vontade do dono , ora para imóvel sob flechas hostis ora galopa veloz, destemido. Teu cavalo, Oliêg, te é fiel e leal. Mas tua morte advirá do teu belo corcel.
Uma sombra passou pelo rosto de Oliêg. Pensativo e taciturno, da sela ele desceu e acariciou a crina esvoaçante do seu brioso alazão.
- Adeus , meu amigo, meu servo fiel, devemos nos separar. Descansa agora, pois meu pé não mais pisará no teu estribo dourado. Adeus, não entristeças, não te esqueças de mim!
E Oliêg ordenou a dois jovens guereiros que levassem embora o vavalo.
- Levai meu corcel, meus jovens amigos. Agasalhai-o com a manta felpuda e soltai-o no meu campo relvado. Banhai-o, alimentai-o com os mais finos grãos, dai-lhe a beber água pura da fonte, para que ele tenha uma vida feliz, em liberdade e fartura.
E os querreiros levaram o alazão, e trouxeram a Oliêg outra montaria.
Passaram os anos. O grande Oliêg banquet eava-se com sua guerreiros, já grisalhos como ele. As canecas espumantes se erguiam em roda, e os velhos companheiros cantavam e bebiam, recordando os dias pregressos e as batalhas que juntos tinham travado.
De repente, opríncipe se lembrou do fogoso corcel do qual tivera de se separar havia tanto tempo, e falou:
- Dizei-me, amigos, o que foi feito do meu garboso ginete? O meu velho companheiro ainda galopa livre pelo campo? Ainda é ligeiro e fogoso como antes?
E o herói ouviu em resposta que o seu bravo e leal cavalo de batalha havia muito dormia o sono eterno ao pé da colina, junto ao rio. E o poderoso Oliêg deixou pender a cabeça, e lamentou:
- De que valeu a profecia do mago? Mago, és um velho mentiroso e louco! Eu devia ter desprezado o teu vão vaticínio, e o meu alazão me carregaria até o dia de hoje...
E Oliêg quis ver os restos do seu antigo companheiro, e, juntamente com seus guerreiros, foi até o lugar indicado. E lá ele viu, branquejando em meio ao capim balouçante, os nobres ossos do seu corcel.
Taciturno, o príncipe apoiou um pé sobre o alvo crânio do cavalo, e falou tristemente:
- Dorme em paz, meu solitário amigo! O teu velho dono te sobreviveu. Não serás tu que , nas minhas exéquias já não tão distantes, acompanharás para a sepultura este velho guerreiro, e regarás com teu sangue os meus restos mort ais no sacrifício final!
– E acrescentou, amargurado:- Então era aqui que se ocultava o meu fim? Ameaçava-me pálida ossada?
Mas enquanto ele falava , pensativo e absorto, da fria caveira esgueirava-se , sinuosa, uma serpente tumular. Qual fita negra, ela se enroscou no pé de Oliêg... e um grito súbito escapou do príncipe ferido de morte...
As canecas espumantes se erguiam em roda no banquete fúnebre em memória do
príncipe Oliêg. Os guerreiros grisalhos bebiam e cantavam, recordando os dias pregressos e as batalhas que juntos tinham travado.
E assim se cumpriu a profecia do mago!
