D’Artagnan
e os Três Mosqueteiros
É bem diferente do que vocês imaginam, mas é muito interessante, vale a pena
conhecer.Vocês conhecem a real história de D’Artagnan e os Três Mosqueteiros??
.............
Era uma vez um herói chamado Charles Batz de Castelmore, nascido em 1611 e que faleceu em 1673 em combate e depois de toda uma vida servindo o Rei da França. Ele era um Mosqueteiro! Possuia uma fama invejável como um espadachim imbatível, e teve uma carreira militar cheia de honrarias, mas a sua herança mais importante e que rendeu mais frutos foi o seu livro de memórias publicado em 1700 por um escritor desconhecido. Esse livro posteriormente originou um dos personagens mais conhecidos de todos os tempos, o sobrenome Batz de Castelmore foi ignorado, mas o seu nome Charles foi alçado a gloria por outro escritor, este sim um dos mais populares da história da literatura e assim Charles Batz de Castelmore se transformou no Conde D’Artagnan. No romance “Os Três Mosqueteiros”, de Alexandre Dumas, “D’Artagnan”, um nobre empobrecido, chega a Paris, montado num cavalo amarelo, em busca de aventuras e fortuna. Lá, conhece Aramis, Porthos e Athos, mosqueteiros do rei Luís XIII, que o admitem no grupo. Os quatro envolvem-se na luta cotidiana contra os homens do cardeal Richelieu – o poderoso primeiro-ministro da França. O país vivia um clima de guerra civil e D’Artagnan se mete nas intrigas palacianas, luta pela honra da rainha, vence e cobre-se de glórias. A história criada por Dumas em 1843 (200 anos depois dos fatos relatados), eram para parecer verdadeiras, mas não para serem tomadas como uma narrativa fiel de fatos históricos, seu maior propósito era divertir. Talvez por isso algumas pessoas se surpreendam com a verdade, que realmente D’Artagnan existiu, não como um herói romântico, mas sim como um guerreiro leal, corajoso, destemido e dedicado ao trono francês. O primeiro livro apesar de fiel às memórias de D’Artagnan, foi adaptada para se transformar em um romance único. O seu autor, Gatien de Courtilz de Sandraz, pode até tê-lo conhecido realmente, mas certamente não colheu o depoimento do mosqueteiro , já que o livro de memórias foi publicado em 1700, 27 anos depois da morte do suposto protagonista. O que se sabe sobre o verdadeiro D’Artagnan, é que ele fazia parte da Companhia dos Mosqueteiros do Rei, e foi um dos seus Mosqueteiros mais famosos e destemido. Essa equipe de heróis conhecidos como “Mosqueteiros”, eram a guarda de elite criada para proteger o rei Luís XIII, em 1622. Era um pequeno exército formado por cerca de 200 homens armados com o que havia de mais moderno na época. Para ser aceito nesse grupo fechadissimo, além de ser um excelente soldado, capaz de combater a pé, a cavalo ou na infantaria, o sujeito precisava jurar fidelidade ao rei e estar disposto a morrer em seu nome. Os mosqueteiros eram uma das peças mais importantes do jogo de interesses da corte francesa naquela época. Eles eram recrutados entre os mais corajosos cavaleiros da pequena nobreza do país, formavam uma milícia particular do monarca, tornando-se um símbolo importante do seu poder absoluto. No romance de Dumas há uma enorme rivalidade entre os homens do cardeal e os Mosqueteiros, mas na realidade (apesar de realmente existir os ciúmes já que os Mosqueteiros eram a elite guerreira e preferidos do Rei), essas duas companhias tinham o mesmo propósito: proteger o Rei e muitas vezes agiram e lutaram lado a lado a fim de defende-lo. Outro fato que não se discute na história real é que o verdadeiro D’Artagnan Charles Batz, de fato, se tornou homem de confiança do rei: em 1658, comandou o cerco aos revoltosos de Dunquerque, no norte da França. Em 1659, liderou a tropa que protegeu o comboio real durante o casamento de Luís XIV com a infanta da Espanha, Maria Teresa. Em 1661, com a morte do cardeal Mazarin (que, de certa forma, foi o Richelieu de Luís XIV), ficou ainda mais próximo do trono, até assumir, em 1667, o posto de capitão-tenente. Até a guerra contra a Holanda, em 1673, quando D’Artagnan caiu em combate, à frente de suas tropas, durante o cerco a Maastricht. Mas o mais surpreendente sobre a história do real D’Artagnan é que Charles de Batz não teria sido o único a inspirar Alexandre Dumas. “Ele misturou a vida de Charles Batz com a de outro D’Artagnan, Pierre de Montesquiou, que viveu entre 1645 e 1725, foi marechal do Exército francês e primo de Charles”, diz Dufresne. O segundo D’Artagnan também foi mosqueteiro e tomou parte nas mais importantes batalhas de seu tempo. Um dado curioso é que suas tropas, em Arras, passaram a utilizar fuzis, e não mosquetes, num regimento que passou a ser chamado de D’Artagnan, em homenagem a ele. Na história da França, os mosqueteiros foram extintos por Luís XVI em 1775, por razões financeiras. Uma péssima jogada. Pouco mais de 15 anos depois, durante a revolução de 1789, uma turba de franceses furiosos levaria a família real para a guilhotina. As tropas de elite que protegiam os reis da França fizeram falta, o que custou as cabeças coroadas de Luís XVI e sua mulher, Maria Antonieta. ...E essa é a história por trás da história dos 03 Mosqueteiros, espero que tenham gostado. |
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Os Três Mosqueteiros
segunda-feira, 30 de abril de 2012
AS FADAS ESTÃO DE VOLTA
Até os distraídos puderam notar
que, entre as muitas curiosidades do nosso tempo caótico, dinamizado pela
cultura cibernética, vem se sobressaindo a crescente onda de interesse pela
literatura alimentada pela magia,
pelo sobrenatural, pelo mistérioda vida, das forças ocultas. E, no rastro desses
interesses, também as Fadas estão de
volta, entrando não só nos lares, mas também nas escolas.
Multiplicam-se
nas livrarias as edições e reedições dos contos
de fadas ou contos maravilhosos, lendas, mitos, clássicos antigos e
modernos. O mercado oferece, em sedutoras edições ilustradas, toda uma
literatura que parecia perdida no tempo: A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho,
Cinderela ou a Gata Borralheira, Dom Quixote e muitos outros. Livros que
parecem anacrônicos ao serem confrontados com este nosso ciberespaço, mas que
são verdadeiras fontes de sabedoria.
Não há
dúvida de que estamos vivendo em um limiar histórico: entre uma ordem de
valores herdada da tradição progressista (e hoje em pleno processo de
superação/transformação) e uma desordem em cujo bojo um nova “ordem” está em
gestação...(muito embora ainda não tenhamos idéia de como ela será!). É nesse
limiar ou nessa fronteira que se situa o papel formador desses livros antigos.
Portanto, longe de serem vistos como algo superado ou mero entretenimento infantil, precisam urgentemente ser
redescobertos como fonte de conhecimento de vida. E, nesse sentido, descobertos
como auxiliares fecundos na formação da
mente dos novos , dos “mutantes” que já estão chegando e precisam ser
preparados para atuar no amanhã, que está sendo semeado no hoje...
Sabemos
que, para realizarmos a urgente tarefa da reestruturação das atuais formas de
educação, seria quase preciso que tivéssemos uma varinha de condão, tais
o gigantismo e as dificuldades com que ela se apresenta.
Isso porque não se trata apenas de alterar
métodos ou estruturas, mas transformar Mentalidades.
E como
fazê-lo? Como orientar hoje os novos construtores do mundo de amanhã? Um dos recursos é
redescobrir a literatura arcaica, as
palavras-de-origem (como os contos de fadas), e por meio dela refazer o caminho
de ontem e estimular , ao mesmo tempo
, o poder mágico que existe no próprio ser humano: o Conhecimento.
Literatura é ato de relação do eu com o outro e com o mundo.
Os tempos mudam incessantemente, porém a natureza
humana permanece a mesma.
*******Este texto foi tirado de um excelente livro da Nelly
Novaes Coelho – “O Conto de Fadas” – editora Paulinas
Ela nesse livro pretende oferecer como uma espécie de “seta
orientadora” para pais, professores, avós...que assumiram a tarefa de guias dos
pequenos ou adolescentes no caminho do Conhecimento que leve à auto realização
de cada um como parte consciente e atuante do todo.
Marcadores:
autores,
contos de fada,
elemento simbólico,
fadas,
livros
terça-feira, 24 de abril de 2012
CARACTERÍSTICAS DOS CONTOS DE FADAS
**
Dilema existencial de forma breve e categórica.
Ex: Chapeuzinho Vermelho e o drama da
avó e do lobo.
** O Mal é
tão onipresente quanto a Virtude. Os
Contos são Maniqueistas, por isso, acontece o problema moral, requisitando
uma resolução. Esse mal, nos Contos, não é isento de atração, pois é
simbolizado pelo Dragão, pelo Gigante, pela Bruxa e o poder que representam.
Esses elementos, muitas
vezes, são aqueles com os quais as crianças se identificam, vendo neles, todos
os que perturbam a sua existência e, assim, conseguem, através deles, resolver
muitos dos seus problemas internos. Algumas vezes a Virtude é vitoriosa, mas
isso não quer dizer que não haja castigo para os que foram maus.
- Ex: A Madrasta de Branca de Neve.
- João e Maria
É
através desta luta entre o Bem e o Mal que as crianças aprendem a lidar com
seus medos.
**
Todo Conto de Fada é orientado para o Futuro.
Isso ajuda as crianças a abandonarem seus desejos infantis e conseguirem
independência, através de uma existência satisfatória. As crianças
identificam-se com os Heróis dos
Contos, quando estes saem em busca de seus ideais ou para cumprirem tarefas
necessárias a busca do Si Mesmo. Estes heróis não pensam nas
conseqüências que podem surgir nas suas viagens. Eles têm, coragem e confiança interior e partem em
busca da Maturidade, ou seja, da formação da personalidade adulta, na sua
individuação.
Ex: Os três fios de cabelo do diabo –
Herói em busca da conquista de sua amada.
**
A ajuda aos Heróis, nos Contos,
parte sempre da Natureza, ou
seja, dos elementos: AR, FOGO, TERRA E
ÁGUA, além dos animais. Esta característica é muito importante para a
criança que está na fase anímica e na linguagem analógica, ela não vai ter
nenhuma dificuldade em acreditar no conteúdo Imaginário, pois na vida
real conversa com bonecas , flores e fala com o espelho como um amigo
imaginário.
·
Ex: A Rainha Abelha, há três elementos
da natureza representados pela terra (formigas), água (patos) e ar (abelhas).
** Muitas vezes o Herói
é ajudado pela Velha Sábia que aparece e desaparece, de repente, sem
maiores explicações. Há também o velho sábio.
·
Ex: Um olhinho, dois olhinhos, três
olhinhos onde a heroína sobrevive por causa da velha sábia.
**
O Processo Humano
aparece no Contos de forma Imaginativa
e Fantástica.
·
Ex: Um rei pode ser o pai de uma
princesa má.
**
O Processo do Crescimento é
dividido em:
·
Resistência contra os pais e medo de si
mesmo.
·
O final é sempre com o jovem
encontrando-se através das etapas vencidas, conseguindo assim, maturidade
psicológica.
**
As Figuras nos Contos, não são
ambivalentes como nós, elas são, em geral, bem divididas: Boas ou Más.
·
Ex: A Bela Adormecida, bruxa má contra
fada boa que consegue amenizar o mal e sai vencedora.
**
Os Contos podem resolver conflitos internos profundos, originados nos impulsos
primitivos, ou seja, medo da criança exprimir seu dilema oralmente. Nos Contos
, elas encontrarão, com seriedade, a
resolução de sua ansiedade e problemas
existenciais, como:
·
Necessidade de ser amado(a)
·
Medo de não ter valor.
·
Medo da morte.
·
Sexualidade.
·
Perdas familiares, etc.
As soluções vêm através das personagens
e seus dilemas, onde a criança vai identificar-se no seu nível de compreensão.
·
Ex: João e Maria, dificuldades na
floresta, abandono do pai, encontro com a bruxa e, finalmente, a resolução
final mostrando que é necessário ter paciência e ser esperto para vencer a
maldade da bruxa.
** Os Contos, são Terapêuticos, pois as crianças vão encontrar resoluções para seus
problemas existenciais, através do seu conteúdo e, quase sempre, resolvem seus
conflitos interiores ou os amenizam.
### Os Hindus, recomendavam
aos seus pacientes um Conto, de acordo com o problema apresentado e, assim,
conseguiam tratá-lo de acordo com a identificação, com as personagens ou
situações vividas pelo herói ou heroína.
**
Os Contos usam a linguagem do Simbolismo
e não da realidade. Eles transmitem, desde o Início, através da Trama
e no seu Final, a idéia que a
narrativa trata, não de Fatos Tangíveis ou Lugares Reais.
Ex
·
Era uma vez...
·
Num certo país...
·
Há mil anos atrás...
·
Quando os animais falavam...
·
Num reino muito distante...
Esses inícios sugerem que o que se
segue não pertence ao Aqui e Agora que conhecemos. É deliberada essa
forma de começar um Conto, pois Simboliza que estamos deixando o mundo concreto
da realidade comum e partindo para o mundo da Fantasia e do Imaginário.
No final encontramos:
·
Foram felizes para sempre...
·
Tiveram muitos filhos e viveram
felizes...
Na maioria das vezes o Conto não
termina assim, e, sim, de forma mais dramática com o castigo de alguma
personagem. A criança vai poder avaliar o que é importante para ela vendo que
os maus são punidos, mas nem sempre o Bem vence totalmente.
** O Herói
do Conto sempre termina voltando ao seu mundo, ou seja, ao Castelo ou outro
lugar de onde tenha vindo, mas sempre muito mais capaz de dominar os problemas
existenciais com os quais se deparou anteriormente. (Mito do Herói)
·
Ex: Os três fios
de ouro do cabelo do diabo.
** A Redenção nos Contos refere-se, especificamente, a uma condição em
que alguém foi amaldiçoado ou enfeitiçado e é redimido através de certos
acontecimentos, tarefas ou eventos.
·
Ex: Os Irmãos Corvos.
·
Rei Sapo
·
Irmão e Irmã, entre outros
** Nos Contos, a Numerologia é muito importante, pois será através dos números de
tarefas, de filhos, e outras representações que aparecem que a criança vai
aprendendo a lidar com mais esse elemento Simbólico.
·
Ex: O número 3, representando as tarefas, a família.
·
Número 4, quase sempre ligado aos quatro elementos da natureza.
·
Número 7 , considerado o número Mágico, pois representa a Totalidade do
Universo
·
Número 8, representa o infinito
·
Número 12, simboliza o zodíaco.(as 12 fadas da Bela Adormecida)
Marcadores:
contar,
contos de fada,
elemento simbólico,
heróis,
historias
Assinar:
Postagens (Atom)

