quinta-feira, 5 de julho de 2012
O Galo e a Raposa (fábula de Esopo)
No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto,a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer.
Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
- Ó meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação de paz e harmonia universal entre todos os os tipos de bichos da terra, da água e do ar? Acabou esta história de ficar tentando agarrar oos outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desça já para a gente conversar com alma sobre a grande novidade.
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a raposa dizia , fingiu que estava vendo alguma coisa lá longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali adiante.
- Nesse caso é melhor eu ir embora, disse a raosa.
- O que é isso, prima? - disse o galo. Por favor, não vá ainda! Já estou descendo ! Não vá me dizer que está com medo dos cães nesse tempos de paz??!!
- Não, não é medo, disse a raposa, mas... e se eles ainda não estiverem sabendo da proclamação?????
***** cuidado com as amizades muito repentinas!!!!!
terça-feira, 3 de julho de 2012
A Bela e a Fera
É
a história da filha mais nova de um rico mercador, que tinha três
filhas, porém, enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de
festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde,
gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas.
Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma
pequena casa distante da cidade. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as
duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os
admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não
reclamava e ajudava seu pai como podia.
Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e
resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer
novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o
pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.
Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma
tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo era
mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo o
que precisava lhe era servido como por encanto.
Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, lembrando do
pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém,
pelo dono, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria
trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar.
Ao chegar em casa, Bela, mediante a situação resolveu se oferecer
para a Fera, imaginando que ela a devoraria. Ao invés de a devorar, a Fera foi
se mostrando aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas
vontades e tratando-a como uma princesa. Apesar de achá-lo feio e pouco
inteligente, Bela se apegou ao monstro que, sensibilizado a pedia
constantemente em casamento, pedido que Bela gentilmente recusava.
Um dia, Bela pediu que Fera a deixasse visitar sua família, pedido
que a Fera, muito a contragosto, concedeu, com a promessa de ela retornar em
uma semana. O monstro combinou com Bela que, para voltar, bastaria colocar seu
anel sobre a mesa, e magicamente retornaria.
Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la
feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita
fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la.
Bela foi prorrogando sua volta até ter um sonho em que via Fera morrendo.
Arrependida, colocou o anel sobre a mesa e voltou imediatamente, mas encontrou
Fera morrendo no jardim, pois ela não se alimentara mais, temendo que Bela não
retornasse.
Bela compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem
ela, e confessou ao monstro sua resolução de aceitar o pedido de casamento. Mal
pronunciou essas palavras, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu
amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera
até que uma donzela aceitasse se casar com ele. O príncipe casou com Bela e
foram felizes para sempre.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Chapeuzinho Vermelho
Chapeuzinho Vermelho ou Capuchinho Vermelho é um conto de fadas clássico,
de origem europeia do século 14. O nome
do conto vem da protagonista, uma menina que usa um capuz vermelho.
O conto sofreu inúmeras adaptações,
mudanças e releituras modernas, tornando-se parte da cultura
popular mundial, e uma das fábulas mais conhecidas de todos
os tempos.[1]
A versão moderna mais conhecida
Uma menina conhecida como Chapeuzinho
Vermelho, atravessa a floresta para entregar uma cesta de pães de mel para sua
"Vovó" doente, mas a estrada se bifurca entre um caminho longo e
seguro e um caminho mais curto e perigoso. A menina toma o caminho curto, aonde
é vista por um lobo, geralmente chamado de Lobo Mau. Ele sugere que a
menina volte e tome o caminho longo, por segurança. Chapeuzinho segue o
conselho do lobo e volta atrás. Mas enquanto ela toma o caminho longo, o Lobo Mau segue pelo caminho curto, chega à casa da Vovó, e a devora
completamente. Então, se veste com suas roupas e aguarda Chapeuzinho na cama da
Vovó. Quando a menina chega, nota a aparência estranha de sua avó, e tem o
famoso diálogo com o lobo:
—Porque esses olhos tão grandes? Então ela é respondida:
—Ó minha querida, são para te enxergar melhor
—Porque essas orelhas tão grandes?
—São para te ouvir melhor.
—E porque essa boca tão grande?
—É para te comer!!!
Nesse momento, a "avó" (que era o lobo disfarçado), revela-se e devora Chapeuzinho, que grita assustada. Então, um caçador que passava por ali, ouve os gritos, e encontra o lobo dormindo na cama. O caçador então abre a barriga do lobo donde saem chapeuzinho e sua avó, ilesas.
—Porque esses olhos tão grandes? Então ela é respondida:
—Ó minha querida, são para te enxergar melhor
—Porque essas orelhas tão grandes?
—São para te ouvir melhor.
—E porque essa boca tão grande?
—É para te comer!!!
Nesse momento, a "avó" (que era o lobo disfarçado), revela-se e devora Chapeuzinho, que grita assustada. Então, um caçador que passava por ali, ouve os gritos, e encontra o lobo dormindo na cama. O caçador então abre a barriga do lobo donde saem chapeuzinho e sua avó, ilesas.
A História do Conto
Charles Perrault,
o primeiro a registrar uma versão impressa de Chapeuzinho Vermelho
As origens de
Chapeuzinho Vermelho podem ser rastreadas até por de vários países europeus e
mais do que provavelmente anteriores ao século 17, quando o conto adquiro a
forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm de inspiração. Chapeuzinho
Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha,
sempre com um caráter muito popular.
Charles Perrault
A versão impressa
mais antiga é de Charles
Perrault, Le Petit Chaperon Rouge, retirada do folclore francês
foi inserida no livro Contos da Mamãe Gansa. A historia
de Perrault retrata uma "moça jovem,
atraente e bem educada", que ao sair de sua aldeia é engana pelo lobo, que como e velha e
arma uma armadilha para a a menina que termina sendo devorada, sem final feliz.
Essa versão foi escrita para a corte do rei Louis XIV,no
final do século 17,
destinada a um público, que o rei entretinha com festas extravagantes e prostitutas, que pretendia levar
uma moral as mulheres para perceberem os avanços de maus pretendentes e
sedutores. Um coloquialismo comum da época era dizer que uma menina que perdeu
a virgindade tinha "visto o lobo". O autor explica a moral da
historia ao fim d conto nos seguintes termos:
A partir desta história se aprende que
as crianças, especialmente moças jovens, bonitas, corteses e bem-educadas, não
se enganem em ouvir estranhos, E não é uma coisa inédita se o Lobo, desta
forma,(arranjar) o seu jantar. Eu chamo Lobo, para todos os lobos que não são
do mesmo tipo (do lobo da história), há um tipo com uma disposição receptiva -
sem rosnado, sem ódio, sem raiva, mas dócil, prestativo e gentil, seguindo as
empregadas jovens nas ruas, até mesmo em suas casas. Ai de quem não sabe que
esses lobos gentis são de todas as criaturas como as mais perigosas!
Os Irmãos Grimm
No século 19 duas versões da história foram
contadas a Jacob Grimm e seu irmão Wilhelm
Grimm, a primeira por Jeanette Hassenpflug (1791-1860) e a segunda por Marie Hassenpflug (1788-1856). Os irmãos
registram a primeira versão para o corpo principal da história e a segunda em
uma sequência do mesmo. A história com o título de Rotkäppchen foi incluído na primeira
edição de sua coleção Kinder-und Hausmärchen (contos infantis domésticos
(1812)). Perrault é quase certamente a fonte do
primeiro conto. No entanto, eles modificaram o final, introduzindo o caçador que abre a barriga do lobo e tira a menina e sua avó;
esse final é idêntico ao que no conto O lobo e os
sete cabritinhos, que parece ser a fonte. A segunda parte contou com
a menina e sua avó prendem e matando um outro lobo, desta vez antecipando seus
movimentos baseados em sua experiência anterior. A menina não deixou o caminho
quando o lobo falou com ela, sua avó trancou a porta para mantê-lo fora, e
quando o lobo se escondia, a avó manda Chapeuzinho colocar no fogo uma panela
com água que salsichas tinha sido cozido. O cheiro que sai da chaminé atrai o
lobo para baixo, e ele se afogou. Os irmãos mais revisaram novamente a história
em edições posteriores até alcançar a versão final, acima mencionada, e
publica-la na Edição de 1857 de seu trabalho.
*****há contos
antigos em que a menina come a carne da avó e bebe o seu sangue, dados pelo
lobo!!!!!!
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